Inadimplência em julho foi mais elevada em lojas de cosméticos e perfumarias

Considerados gêneros de última necessidade, consumidores não pensam duas vezes em priorizar outras contas na hora do "aperto"

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SÃO PAULO – A inadimplência dos consumidores, medida pelo volume financeiro de devoluções de cheques em todo o País, é maior no segmento de cosméticos e perfumarias, conforme revela a Telecheque em seu relatório setorial divulgado nesta quinta-feira (11).

As lojas do segmento, segundo a empresa, são mais vulneráveis à inadimplência, pelo fato de a maioria das compras nestes locais ser feita por impulso e sem planejamento. Tanto que 5,16% dos cheques foram devolvidos em julho, número maior que junho (4,22%) e inferior a julho do ano passado (5,27%).

A comemoração pelo Dia das Mães e Dia dos Namorados também responde pelo aumento da inadimplência no mês, tendo em vista o grande volume de cheques pré-datados emitidos. Ao se ver com o orçamento apertado, o consumidor não pensa duas vezes em priorizar outras contas no lugar dos cosméticos, considerados itens de última necessidade.

O mesmo acontece com o ramo de joalherias, que ficou com o segundo maior indicador de inadimplência do cheque, segundo a pesquisa, com taxa de 4,96%, patamar consideravelmente maior que em junho (3,91%) e julho de 2004 (3,77%).

Inadimplência em baixa

Por outro lado, as óticas mantiveram o desempenho satisfatório verificado em pesquisas anteriores e responderam novamente pelo melhor indicador do mês: taxa de devoluções de 1,04%, percentual equivalente à menos que a metade do indicador de junho (2,46%) e um terço da taxa de julho do ano anterior (3,02%).

No segmento de lazer, apesar do aumento da inadimplência de 0,57% em junho para 1,13% em julho, o indicador foi o segundo melhor para o mês. Em relação ao ano julho de 2004 (0,23%) também houve aumento das dívidas de consumidores.

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Finalmente, o comércio de automóveis apresentou inadimplência de 1,26% em julho frente à taxa de 1,51% de junho e 1,68% de igual mês no ano passado.

Ainda de acordo com o estudo da Telecheque, outros segmentos apresentaram desempenhos distintos, mas merecem destaque pela sua importância na economia. Os supermercados apresentaram inadimplência de 2,76% no sétimo mês do ano e materiais de construção, 1,77%. Ambos recuaram em relação a junho, cujas respectivas taxas ficaram em 3,07% e 2,2%.