Abras: vendas dos supermercados avançam 2,57% em 2004

Alta do período aponta tendência de recuperação; faturamento deflacionado no ano passado foi de R$ 91,6 bilhões

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SÃO PAULO – A Abras (Associação Brasileira de Supermercados) divulgou nessa quarta-feira parte da pesquisa Ranking Abras, realizada em parceria com a ACNielsen. De acordo com este estudo, o setor supermercadista registrou, no ano de 2004, um crescimento real de 2,57% sobre 2003.

No ano passado, as vendas totalizaram R$ 91,6 bilhões (descontando-se a inflação do período). Já em 2003, o volume apurado foi de R$ 89,3 bilhões.

Número de lojas aumenta em todo o país

Na mesma tendência de crescimento, o número de supermercados também aumentou no país em 2004, passando a 71.951 lojas, total 0,8% maior do que o apurado em 2003 (71.372 unidades).

Porém, em termos de investimentos realizados no período, o patamar de aplicação diminuiu em 2004 (total de R$ 1,3 bilhão), se comparado ao ano anterior (investimento de R$ 1,5 bilhão). Para 2005, o total investido deverá seguir o mesmo patamar do ano passado.

O lucro líquido médio do setor supermercadista registrou um pequeno crescimento de 0,2% em 2004, atribuído ao intenso trabalho de redução de custos, principalmente nas grandes e médias organizações. O lucro foi de 1,8% em 2004, contra o percentual de 1,6% apurado em 2003.

Mesmo com este avanço, o setor permanece com um resultado abaixo da média histórica, de 2%.

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Mais empregos em 2004

O segmento supermercadista registrou em 2004 um crescimento de 6,14% em relação ao número de postos de trabalho. No referido período, os supermercados mantiveram em suas lojas 788.268 funcionários, contra os 739.846 do ano anterior.

A mão-de-obra feminina manteve-se estável em 2004, ocupando 45% dos postos de trabalho. Ainda no quesito emprego, a pesquisa destaca, no período, um significativo aumento da contratação de mão-de-obra especial (deficientes físicos). Enquanto em 2003 representavam 1,6% do total empregado, no ano seguinte passaram a 2,4% do quadro.

Mais cartão, menos cheques

O estudo acompanha também o comportamento do consumidor na hora de pagar suas contas. Neste aspecto, os meios eletrônicos têm recebido notável preferência: cresceram as participações do cartão de crédito (13,1% em 2004, diante de 12% em 2003) e cartão de débito (13,4% em 2004, sobre 12% em 2003).

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Como reflexo desta tendência, a utilização de cheques sofreu nítida redução, passando de 6,5% em 2003 para 5,5% em 2004. Quanto aos valores em dinheiro, a participação caiu de 33,6% em 2003 para 32,3% no ano passado.

Sobre a pesquisa

Os dados completos da pesquisa Ranking Abras serão divulgados pela associação somente no mês de maio, na revista SuperHiper, publicação destinada ao setor.