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SÃO PAULO – É fácil, ou muito fácil, fraudar o seguro. Esta foi uma das considerações apuradas em pesquisa recente encomendada pela Fenaseg (Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização) ao Ibope, baseada em duas mil entrevistas realizadas nas principais metrópoles do Brasil.
Questionados sobre o grau de dificuldade em fraudar o seguro, 37% definiram a ação como muito fácil e 34% como fácil. Apenas 2% optaram pela resposta “difícil”.
A pesquisa dá continuidade à forte ação de combate à fraude lançada pela Fenaseg há dois anos, por meio do Plano Integrado de Prevenção e Redução da Fraude em Seguros.
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Fenaseg no combate
As entrevistas revelaram, em contrapartida, um dado bastante positivo: as pessoas têm consciência de que os maiores prejudicados pela fraude são mesmo os clientes. Esta foi a resposta dada por 61% dos entrevistados, enquanto 20% consideraram a seguradora como maior lesada.
Questionados se denunciariam atos suspeitos, 52% afirmaram que sim, caso tivessem conhecimento, contra 36% que afirmaram não denunciar. Apenas 1% dos entrevistados declarou já ter denunciado uma fraude.
Danos ao setor
No setor de seguros, de acordo com dados da Fenaseg, os segmentos mais vulneráveis à fraude são os de automóvel, saúde, vida e riscos patrimoniais. O problema acarreta às seguradoras um prejuízo anual estimado entre R$ 1,6 bilhão a R$ 2,5 bilhões.
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Frente a isso, a melhor alternativa é agir. E é isso que tem feito a federação, com uma série de medidas de combate ao problema. De acordo com a Fenaseg, a impunidade, a ineficiência dos sistemas de controle, o enfraquecimento dos valores morais e sociais e as pressões econômicas são os piores inimigos do mercado segurador, justamente por propiciarem um ambiente favorável à fraude. E é isso que vem sendo combatido.
Sensibilização da sociedade
A Fenaseg tem promovido diversas ações, baseadas principalmente na abertura de novos canais de cooperação com o Poder Público (polícias estaduais e federal e Ministério Público) na prevenção e repressão ao crime, bem como a maior sensibilização em relação ao tema, pelos diversos segmentos da sociedade.
Incluem-se aí os serviços de disque-denúncia mantidos por entidades do Rio de Janeiro (21- 2253-1177) e São Paulo (0800-156315). O objetivo, com isso, é estimular a participação da população.
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E as ações continuam. Ainda para 2005, a Fenaseg prevê, entre outras medidas, um programa de compartilhamento de dados que visa aumentar as chances de se perceber e comprovar a fraude, a ampliação do disque-denúncia por todo o País, bem como a continuidade à realização de seminários e palestras de sensibilização, destinados ao esclarecimento de profissionais deste mercado, aos estudantes e ao público em geral.
As informações foram divulgadas pela Fenaseg, em sua Revista de Seguros, órgão oficial da Federação.