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SÃO PAULO – A linha de financiamento da Caixa Econômica Federal (CEF) destinada à aquisição de materiais de construção com recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) começou a ser operada nacionalmente por meio de um cartão magnético, e não mais pela carta de crédito que até agora era fornecida ao cliente. O anúncio da mudança foi feito na última terça-feira (21).
Processo otimizado
Com a alteração, esta modalidade de empréstimo se integra ao sistema Construcard, já empregado por outras linhas de financiamento. Trata-se de uma interligação eletrônica de 50 mil lojas conveniadas à CEF, o que dispensa a utilização da carta de crédito e torna desnecessária a apresentação posterior ao banco das notas fiscais de compra, para que assim o beneficiário retire os recursos do empréstimo.
Mais otimizado, o processo traz vantagens para todas as partes envolvidas. Por um lado, o novo mecanismo facilita a aplicação dos recursos para quem solicita o empréstimo, já que permite o emprego do dinheiro em mais de uma loja de construção, possibilitando pesquisa de preços, e simplifica a prestação de contas. Por outro lado, os comerciantes conveniados à CEF passam a receber automaticamente os valores das aquisições, que são creditados em suas próprias contas.
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Construcard com juros de 6% ao ano
Voltada para um público com renda mensal de até R$ 1,5 mil, a linha de financiamento com recursos do FGTS disponibiliza empréstimos de R$ 1 mil a R$ 7 mil, com prazo de quitação que pode chegar a oito anos e juros anuais de 6%.
De um total de R$ 12 bilhões que a CEF possui para todas as suas versões de empréstimos habitacionais em 2005, cerca de 90% provém dos caixas do FGTS. Entre janeiro e abril, o banco já liberou R$ 415,8 milhões através de 49,6 mil operações de crédito.
Antes da modificação implementada nesta modalidade de empréstimos, a Caixa já havia começado a operar com cartões magnéticos os financiamentos para compra de materiais de construção que empregam recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), criando o Construcard FAT. Neste caso, porém, os valores liberados variam de R$ 3 mil a R$ 12 mil, e o público-alvo é mais abrangente, com limite de renda mensal de R$ 4,5 mil.