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SÃO PAULO – A inadimplência na carteira de crédito com recursos livres para os consumidores ficou em 12,5% do valor total liberado em maio, segundo revela relatório mensal do Banco Central (BC) divulgado nesta sexta-feira (24).
O nível verificado no quinto mês do ano é 0,3 ponto percentual inferior ao resultado de abril e 0,6 ponto percentual menor que o registrado no mesmo período de 2004.
Esta a primeira queda do indicador em quatro meses. Ainda assim, taxa de maio é ligeiramente superior ao patamar de 12,4% notado nos meses de janeiro e fevereiro.
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Considerando o tempo de inadimplência, 6,6% dos créditos não quitados estavam atrasados entre 15 e 90 dias, enquanto os demais 5,9% das dívidas pendentes se referiam a prazos acima de 90 dias. Cabe destaque a este último percentual, cuja queda na comparação a maio de 2004 chegou a 0,7 ponto percentual e influenciou de forma mais intensiva o recuo do indicador global em um ano.
Taxa é mais elevada nos CDCs
Entre as várias modalidades de empréstimos aos consumidores, a maior taxa de inadimplência em maio, repetindo comportamento registrado em pesquisas anteriores, ficou com a aquisição de bens, sem considerar as compras de automóveis. Realizados basicamente por meio dos CDCs (Crédito Direto ao Consumidor), estes financiamentos apresentaram inadimplência de 18,6%. Embora seja a mais elevada, a taxa desta categoria recuou 0,7 ponto percentual sobre abril e 0,3 ponto percentual diante do ano passado.
Praticamente todas as modalidades de crédito protagonizaram recuo da inadimplência em maio, com destaque para as operações de empréstimo pessoal e para os financiamentos de veículos, cujas recorrências de dívidas em atraso diminuíram 1,8 ponto percentual em um ano, caindo para 10,4%, no primeiro caso, e para 8,4%, no segundo.
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Cheque especial
Responsável por quase metade das concessões de crédito ao consumidor, o cheque especial registrou 7,2% de débitos pendentes em maio, sendo que 4,9% se referiam a atrasos superiores a 90 dias.
Nesta categoria de empréstimos, a taxa de inadimplência apresentou queda de 0,5 ponto percentual no confronto com o mês anterior, e de 1,1 ponto percentual quando se considera o resultado de maio de 2004.