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SÃO PAULO – Você precisa ligar para um cliente, por exemplo, e surge a constrangedora dúvida: será que este nome é de homem ou mulher? Não é raro acontecer “saia justa” como esta. Pior ainda para quem possui o tal nome “diferente”.
De acordo com o advogado Ângelo Carbone, em entrevista ao Diário do Comércio, da Associação Comercial de São Paulo, o medo de enfrentar o processo burocrático ainda faz com que muitas pessoas passem a vida com o nome que lhes causa constrangimento em diversas situações.
Dá trabalho, mas vale a pena
De fato, o tempo que se leva vai de dois meses a dois anos, segundo Carbone, mas o pedido de mudança pode ser feito em qualquer tempo da vida. Ou seja, basta uma decisão firme da pessoa que não se cansa de queixar do nome que recebeu de seus pais.
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Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
É possível entrar com uma ação gratuita na Justiça ou através de um advogado, muito embora os gastos sejam inevitáveis, por conta da emissão dos documentos que serão exigidos, como certidões e inúmeras cópias.
O advogado explica que estas exigências costumam variar, mas no geral são solicitados documentos como RG, CPF, certidão de nascimento ou casamento, comprovante de residência e certidões de cartórios de distribuição civil, criminal e protestos.
A prova
Se você se interessou pelo assunto, deve estar se perguntando: como eu faço para comprovar que me sinto constrangido com meu nome? Existem, de acordo com Carbone, diversas formas, como a apresentação de pelo menos três testemunhas ou a mostra de uma correspondência, por exemplo, com o tratamento masculino quando o endereçado se tratar de uma mulher.
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E este processo não se trata de algo inovador, pelo contrário, a mudança de nome é possível desde 1973, com a edição da Lei de Registros Públicos. Curioso sobre algumas “pérolas” que já passaram pelas mãos do advogado? Dirosneide, Bananéia, Céu Azul, Lorizete, Chevrolet da Silva Ford…