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SÃO PAULO – Mais da metade dos aposentados e pensionistas que recorreram ao empréstimo com desconto em folha de pagamento utilizaram o dinheiro para quitar dívidas anteriores.
É o que revela uma pesquisa do Ibope realizada em seis regiões metropolitanas do país (São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre e Brasília) a pedido da Associação Brasileira de Bancos (ABBC).
O levantamento também questionou os beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) quanto ao atendimento prestado pelos bancos e a aprovação da modalidade de crédito.
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Primeiras necessidades
Os motivos principais para a aquisição do empréstimo foram as necessidades imediatas. A quitação de dívidas, pagamento de carnês de lojas, de agiotas, de contas da casa ou impostos somaram 60% das respostas.
Já 18% dos entrevistados pegaram dinheiro emprestado com a intenção de reformar a casa. Outros 12% precisavam dos recursos para tratar problemas de saúde.
Somente 5% dos aposentados ou pensionistas utilizaram o empréstimo para o consumo de bens duráveis – como eletrodomésticos e carros – ou para viagens.
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A urgência envolvendo o destino dos recursos também pode explicar a iniciativa pessoal do beneficiário na hora do empréstimo: são eles que procuram as instituições financeiras. A pesquisa constatou que 95% das pessoas que tomaram empréstimos o fizeram por decisão pessoal e não pela atuação do banco. Apenas 4% aceitaram a modalidade de crédito após serem procurados por um banco e somente 1% diz que foi informado por parentes ou amigos.
Pagar é fácil
O pagamento da dívida também não aparece no levantamento do Ibope como uma dificuldade para os beneficiários. Considerando que as parcelas são descontadas automaticamente do valor recebido todo mês pelos aposentados ou pensionistas, 61% deles acreditam que quitar o empréstimo será fácil ou muito fácil.
Já 25% apontam a tarefa como “nem fácil nem difícil”. A minoria de 14% acha que vai enfrentar dificuldades para pagar o dinheiro emprestado.
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Produto, banco e governo agradaram
Mais de 90% dos clientes de empréstimos consignados avaliaram a modalidade de crédito como satisfatória ou muito satisfatória, principalmente em função das taxas baixas de juros e facilidade na aprovação.
O crédito com desconto em folha também foi considerado por 95% das pessoas como opção melhor em comparação com os outros empréstimos do mercado.
Entre as qualidades do serviço, as taxas de juro mais baixas são o principal motivo de satisfação (35%). A aprovação rápida de contrato aparece em segundo (20%), seguida pela liberação de consulta do cadastro de inadimplentes (11%) e as parcelas de valor baixo (10%).
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A iniciativa do governo em abrir o empréstimo especial para aposentados também é avaliada positivamente (89%). Somente 2% acreditam que a medida foi ruim.
Um total de 90% dos aposentados declarou que as informações fornecidas pelo banco foram completas e 91% qualificou o atendimento como claro. Uma parcela de 5% se disse confusa quanto aos detalhes do contrato.
Com um grande índice de aprovação do serviço, uma fatia de 89% dos usuários do empréstimo pretende recomendar a modalidade para outras pessoas.
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Perfil do beneficiário
A pesquisa do Ibope mostra que o desconto em folha é predominante entre mulheres (61%) com mais de 60 anos (56%) com o 1º grau incompleto (57%).
A renda média dos beneficiários que aderiram ao serviço é de R$ 1.006,10, mas moram em uma casa com renda familiar de R$ 1.439,61. Estas mulheres pertencem às classes C,D e E (71%) e tomaram um empréstimo com valor médio de R$ 2.098.