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SÃO PAULO – A taxa de inadimplência entre os consumidores brasileiros recuou para 12,2% no mês de junho atingindo seu menor patamar no ano, após elevação do indicador por seis meses seguidos. O resultado representa queda de 0,7 ponto percentual sobre maio e 0,8 ponto na comparação a igual mês em 2004.
Os dados constam no relatório de Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro divulgado nesta quarta-feira (27) pelo Banco Central.
Considerando o tempo de inadimplência, o estudo mostra ainda que 6,4% dos créditos não quitados possuíam atrasados entre 15 e 90 dias, enquanto os demais 5,8% das dívidas pendentes se referiam a prazos acima de 90 dias. Este último puxou a queda do indicador em 12 meses, já que em junho do ano passado o percentual das dívidas maiores que 90 dias estava em 6,5%.
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Mais dívidas no cheque especial
Entre as várias modalidades de empréstimos aos consumidores analisadas pelo BC, é nas operações de aquisição de bens, sem considerar as compras de automóveis, que é constatada a maior taxa de inadimplência: 18%, apesar do recuo de 1,2 ponto percentual frente a maio e de 0,4 ponto sobre junho de 2004.
Na outra ponta, a menor taxa de inadimplência coube às operações de cheque especial, em 7,8% no sexto mês do ano. Ainda assim, este percentual é 0,6 ponto percentual maior que o de maio e 1,6 ponto superior a igual período no ano anterior.
O aumento da inadimplência nesta modalidade pode ser atribuído ao fato de que no último ano as concessões de crédito para a categoria subiram nada menos do que 12,5%, passando a representar, em junho, 43,8% de todo o crédito liberado às pessoas físicas no mês (R$ 38,7 bilhões).
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No que se refere às demais modalidades de crédito, a taxa de inadimplência nos financiamentos de veículos, a segunda menor, de 8,1%, caiu 1,6 ponto percentual no último ano. Seguindo a mesma trajetória, os empréstimos pessoais, cujo nível de inadimplência ficou em 10,2% no mês passado, apresentou queda semelhante sobre junho de 2004, de 1,7 ponto.