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SÃO PAULO – Entusiasmados pelo Natal, pelas confraternizações de final de ano, onde são comuns os “amigos-secretos”, e pelo 13o salário na conta, muita gente acaba gastando além do que possui e se endividando por uns bons meses no ano seguinte. Muitos, inclusive, comprometem uma parte significativa da renda mensal com o pagamento de dívidas.
É o que mostra a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), divulgada nesta sexta-feira (14).
O estudo revela que 68% dos paulistanos encontram-se de alguma forma endividados em janeiro, contra 70% verificados em dezembro. A pesquisa mostra também que 36% já têm contas em atraso, um índice bastante elevado, mas o segundo mais baixo desde o início da pesquisa, ficando atrás apenas de dezembro (33%).
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Apesar do aumento, a Fecomercio considera a variação pouco expressiva perto do grande consumo típico do final do ano. A assessoria econômica acredita que muitos devem ter usado a segunda parcela do 13º salário para financiar suas compras. Há ainda outro fator: muitas das compras feitas ainda não começaram a vencer.
Entre aqueles que têm contas em atraso, 73% vão pagar total ou parcialmente a dívida, mas 27% restantes não vão conseguir quitar os atrasados. No último mês do ano, os mesmos percentuais eram de 77% e 23%, respectivamente. Dentre o total de endividados, a média de comprometimento da renda é de 32%, a mesma verificada no mês anterior.
Boas perspectivas
Comparativamente ao ano de 2004, os índices em geral permaneceram estáveis ou até apresentaram melhoras, segundo a Fecomercio. A injeção do décimo terceiro salário motivou os consumidores a saldarem suas dívidas, ou pelo menos parte dela. Com isto, a Federação acredita que o aumento sazonal da inadimplência no primeiro trimestre do ano seja minimizado com os resultados positivos de dezembro.
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Para realizar a PEIC, a Fecomercio entrevistou cerca de mil consumidores na primeira semana de janeiro.