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Seguro Popular gera expectativa de crescimento do mercado

Seguradoras visam mercado de veículos mais antigos, de pessoas que não têm condições de aderir ao seguro convencional

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SÃO PAULO – O mercado de seguros está otimista com a nova regulamentação dos carros usados, chamada de seguro popular. Ela ainda está para ser implementada, mas a expectativa é que auxilie no aumento das vendas do setor em 2005.

A regulamentação será feita pela Susep (Superintendência de Seguros Privados), que está preparando a minuta a ser discutida com o mercado. A intenção da entidade é classificar como seguro popular somente os veículos com idade superior a cinco anos.

Novos Mercados

Segundo estatísticas, a partir dos cinco anos muitos proprietários já não se interessam pelo seguro. Isso fica ainda mais nítido quando a idade do veículo supera os 8 anos. A expectativa, portanto, é de maior adesão com o seguro popular.

“Esperamos com isso atender aos segurados que não têm acesso ao produto em razão dos elevados custos”, informa Neival Rodrigues Freitas, diretor da Susep.

Cobertura parcial

A entidade está deixando a critério das seguradoras a possibilidade de oferecerem cobertura somente de uma parte do valor do veículo. As variações decorreriam do grau de conservação do automóvel.

Uma das formas de reduzir o preço dos seguros é oferecer cobertura contra colisões somente quando houver perda total do veículo. “O conserto de um carro com maior tempo de uso chega a quase 60% do valor do bem”, explica Luiz Pomarole, presidente da Comissão de Seguro de Automóveis da Fenaseg (Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização).

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Segundo a Federação, há maior dificuldade em achar peças para carros usados. Por serem mais antigas e fora de linha, muitas vezes elas acabam custando mais caro.

Peças usadas

A possibilidade de usar peças usadas é uma reivindicação das seguradoras que tem gerado certa polêmica, pois pode aumentar o número de carros roubados e a conseqüente venda de peças.

Na avaliação do diretor da Susep, seria necessário criar uma infra-estrutura de certificação e legalização das peças usadas, o que só ocorrerá se a possibilidade de usá-las não infringir o Código de Defesa do Consumidor.

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Redução do IOF

Outra expectativa das seguradoras é que seja reduzida a alíquota do IOF incidente sobre os prêmios. A Susep pretende negociar este item diretamente com o Governo.

Com informações da Revista de Seguros, órgão oficial da Fenaseg.