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SÃO PAULO – De acordo com relatório divulgado pelo Ministério da Saúde e do Bem Estar do Japão, o número de famílias sem pais bateu recorde no ano de 2003. No total, 1,22 milhão de famílias japonesas não tinham pais. Este foi o maior número registrado pelo levantamento, que é realizado desde 1952.
Mais ainda, o relatório aponta um crescimento de 28,3% no total de famílias sem pais no período entre 1998 e 2003. Apesar do crescimento, a parcela de famílias japonesas sem pais ainda é bastante pequena, de apenas 2,7% do total de 45,8 milhões de famílias.
Minoria recebe pensão de ex-cônjuge
O estudo também ressalta que cerca de 83% das mães solteiras trabalham, sendo que mais de metade delas em período temporário. Em 2002 a renda anual estimada destas famílias, o que inclui os subsídios públicos para a criação de filhos, era de 2,12 milhões de ienes.
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Cerca de 34% das mães solteiras afirmaram que entraram em acordo com os pais de seus filhos para que paguem pensão, mas apenas cerca de 18% delas efetivamente recebe a ajuda. O valor médio destas pensões é de 44,666 mil ienes.
Maioria é divorciada
A maioria das famílias japonesas onde não há pai é formada por mulheres que se divorciaram. Cerca de 82% das famílias japonesas sem pais era composta por mulheres que passaram por divórcio. No total, esta teria sido a causa alegada por 978,5 mil famílias, o que representa um crescimento de aproximadamente 50% frente a 2002.
Em seguida estão as famílias lideradas por mulheres cujo companheiro faleceu, que totalizam 147,2 mil, ou 12% do total. Estas famílias registraram crescimento de 18% frente a 2002. Apenas 6% delas eram compostas de mães solteiras.