Previdência: mulheres são mais conscientes e preocupadas

Em 2004, das 234,2 mil contribuições realizadas pelos segurados facultativos, 54,3% couberam às mulheres

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SÃO PAULO – As mulheres são maioria quando o assunto é preocupação com o amparo da Previdência Social. Prova disto é que, em 2004, das 234,2 mil contribuições realizadas pelos segurados facultativos, 54,3% couberam às mulheres.

Em 2003, este percentual havia sido ainda maior, de 66,5% do total de 125,6 mil contribuições realizadas. Os dados são da Previdência Social.

Convém destacar que na modalidade de segurados facultativos, inclui-se os maiores de 16 anos que não exercem atividade profissional, como donas-de-casa, síndicos e estudantes.

Como não poderia deixar de ser, esta diferença é ainda maior nas profissões tipicamente femininas, como é o caso dos empregados domésticos, com as mulheres respondendo pela maioria absoluta das contribuições em 2004: 91,2% do total de 239,8 mil domésticos.

Maior iniciativa, porém recebimentos mais baixos

Ainda de acordo com a Previdência, as mulheres começam a contribuir para o Instituto mais cedo que os homens, antes dos 35 anos, o que foi percebido em 52,1% dos casos.

Do total de mulheres no mercado de trabalho (algo em torno de 30,2 milhões), 18,354 milhões estão amparadas pela Previdência e, entre as que estão inseridas na iniciativa privada, 52,9% pagam suas contribuições previdenciárias todos os meses.

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Entretanto, apesar da posição de destaque, elas recebem benefícios inferiores aqueles pagos aos homens, refletindo o mercado de trabalho brasileiro, onde a disparidade salarial entre os sexos ainda é muito grande.

Apenas para ilustrar este cenário, de acordo com dados coletados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2003 o salário médio pago por hora às mulheres chegava apenas a 83,3% dos valores recebidos pelos homens. A situação era melhor em 2002, quando a proporção estava em 86%.

Benefícios concedidos

No que se refere às aposentadorias por idade, a maioria das concessões em 2004 foram para mulheres (61,9%). Por outro lado, por tempo de contribuição os homens representam 76,8% das concessões. A explicação é que as mulheres não conseguem completar 30 anos de contribuição para se aposentarem mais cedo, segundo a própria Previdência Social.

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A maior expectativa de vida das mulheres, porém, faz com que elas recebam os benefícios previdenciários por mais tempo, como é o caso das pensões. Como exemplo, a Previdência cita a situação de uma mulher de 60 anos hoje, cuja expectativa de vida é até os 82,1, enquanto para os homens a média não passa de 79,1 anos.