Publicidade
SÃO PAULO – Cada vez mais utilizados pelos brasileiros, os carros blindados deixaram de ser um luxo para classes mais favorecidas e estão próximos de se tornar itens básicos de segurança para muitos habitantes das grandes cidades.
Em conseqüência desta difusão pelo mercado, a venda dos blindados usados tem aumentado consideravelmente nos últimos meses, devido a seus custos mais baratos e a possibilidade de pronta entrega. Antes de adquirir estes veículos, porém, o comprador deve tomar uma série de precauções para não colocar em risco sua própria segurança.
Certificado do Exército é obrigatório
Quem pretende comprar um blindado usado não pode se esquecer jamais de checar se o automóvel possui o Certificado de Registro (CR) junto ao Exército, que é o responsável por avaliar todos os produtos com resistência balística.
A revendedora do carro blindado também precisa entregar ao comprador um Termo de Responsabilidade, no qual discrimina todos os materiais utilizados na blindagem e seus respectivos números de ReTEx (Relatório Técnico Experimental), que é outro documento emitido pelo Exército.
Estes certificados e relatórios comprovam que a empresa providenciou os testes de segurança exigidos e que a revendedora não funciona de forma irregular.
Blindagem deve envolver todo o carro
A verificação da situação legal e da procedência da blindagem do veículo não exclui outras medidas de segurança que precisam ser realizadas pelo consumidor. Por exemplo: é fundamental checar se a blindagem está presente em todas as partes do automóvel, e não somente nos vidros. Vale destacar que o Exército proíbe blindagem parcial.
Em relação aos vidros, o comprador também deve se certificar de que não há a presença de bolhas, o que comprovaria a ocorrência de delaminação, que é quando as lâminas que compõem o vidro blindado se deslocam e acabam reduzindo a resistência balística do produto.
Um outro detalhe que precisa ser analisado na hora da compra de um blindado usado é a condição dos freios e da suspensão dos automóveis. Como a blindagem aumenta o peso do veículo, estas peças sofrem um desgaste maior e causam a redução do desempenho do carro.
Mesmo que todos esses itens estejam em ordem, antes de fechar negócio o consumidor deve observar se a empresa que efetuou a blindagem do automóvel ainda está em atividade. Caso a blindadora não exista mais, o carro perde valor no mercado e não há a quem recorrer em casos de defeitos.