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SÃO PAULO – A inadimplência dos consumidores recuou em diversos segmentos no mês de fevereiro, segundo informações da pesquisa mensal da Telecheque.
Após alta da taxa de devolução de cheques em janeiro, causada pela compensação das compras efetuadas no final do ano, o atraso na quitação de débitos começa a voltar ao normal. José Antônio Praxedes Neto, vice-presidente da Telecheque, acredita no reaquecimento do comércio a partir de abril.
Inadimplência cresceu apenas em um segmento
Nos segmentos de ótica e computadores e periféricos, por exemplo, a taxa de inadimplência do cheque ficou em 1,1% e 2,02%, respectivamente. Estes percentuais são inferiores às taxas verificadas em janeiro: de 1,37% (óticas) e R$ 3,13% (computadores).
Outro segmento cuja taxa de inadimplência havia sido bastante elevada em janeiro (3,63%), é o de roupas infantis. No mês passado, a taxa caiu para 2,84%. A mesma trajetória de queda foi percebida no segmento de aparelhos de cine foto, revelações e som, com a inadimplência passando de 2,07% para 1,62%.
Departamentos como o de eletrodomésticos (96,70%), farmácias e drogarias (97,09%), e acessórios automotivos (96,49%) também comemoraram os resultados positivos da pesquisa ao registrarem taxas elevadas de cheques honrados, ou seja, pagos no período.
No segmento de supermercados, a taxa de devolução de cheques em fevereiro ficou em 2,94%, maior que a taxa de janeiro (2,18%), o único setor onde a redução da inadimplência ainda não foi notada. Vale destacar que a Telecheque mede a inadimplência a partir dos valores dos cheques, e não da quantidade de devoluções.
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