Inadimplência do cheque volta a subir em SP, após seis meses em queda

No país, inadimplência também aumentou em setembro tanto sobre agosto (8%) como frente a igual mês em 2003 (6,2%)

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SÃO PAULO – Conforme informou a CheckOK na última sexta-feira (29), após seis meses em declínio, a taxa de inadimplência do cheque em São Paulo voltou a crescer em setembro, assim como aconteceu em todas as regiões do país.

Alta da inadimplência chegou a 5,8% em SP

De um total de 67 milhões de cheques compensados, a taxa de inadimplência ficou em 4,7%, um aumento de 2,5% na comparação com setembro de 2003, quando a taxa de devolução de cheques esteve em 4,6%. No confronto mensal com agosto a taxa de inadimplência subiu ainda mais: 5,8%, pois no oitavo mês do ano ela se encontrava em 4,4%.

No acumulado de janeiro a setembro o total de devolução de cheques chegou a 29 milhões de documentos por falta de fundos. Em anos anteriores o número foi relativamente maior: 33,3 milhões em 2003; 33,4 milhões em 2002; e 35,3 milhões em 2001.

Inadimplência no país

A pesquisa divulgada na última semana apontou ainda alta de 6,2% na inadimplência do cheque em todo o país no confronto entre setembro de 2003 e o mesmo mês em 2004. A taxa de devolução em relação ao total de cheques compensados ficou em 5,4% em setembro último, contra 5,1% registrados em setembro de 2003.

Na comparação com agosto, a alta da taxa foi de 8%, uma vez que naquele mês a taxa esteve em 5,0%. Em números absolutos, em setembro foram compensados 172 milhões de cheques no país.

De janeiro a setembro o total de cheques devolvidos por insuficiência de fundos ficou em 83,3 milhões, abaixo do volume de devoluções verificado em igual período em 2003, de 86,7 milhões de cheques.

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Tendência é de queda para o final do ano

Para o analista financeiro da ABM Consulting, Gustavo Pedreira, a elevação da taxa de inadimplência não deve ser vista com pessimismo, pois se trata de um caso atípico para o período, tendo em vista que a tendência é de queda da inadimplência do cheque para o final do ano.

Segundo Pedreira, houve aumento da inadimplência por conta dos cheques pré-datados emitidos no Dia dos Namorados e Dia dos Pais, pelo aumento da taxa de juros, crescimento do crédito nacional e recuperação econômica, que levaram os consumidores a gastarem mais. No entanto, com a queda do desemprego e recuperação da renda, o analista acredita em novo declínio da taxa nos próximos meses.