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SÃO PAULO – A taxa de inadimplência do cheque voltou a subir no mês de outubro, conforme divulgou a Serasa nesta quinta-feira (02). De acordo com os dados levantados pela empresa, houve aumento de 11,8% nas devoluções de cheques em relação a setembro deste ano.
No confronto com outubro de 2003 o crescimento foi de 6,9%. A tendência é a mesma se levado em consideração o acumulado de janeiro a outubro de 2004, em que a taxa de devolução de cheques sem fundos teve variação positiva de 0,6% sobre igual período de 2003.
Devoluções totalizaram 2,8 milhões em outubro
Em números absolutos, a Serasa informou que foram compensados no País 167,6 milhões de cheques no décimo mês do ano, dos quais 2,8 milhões foram devolvidos por insuficiência de fundos, uma taxa de devolução de 1,7%. Esta é a segunda maior taxa de devolução de cheques registrada pela Serasa em 2004, ficando atrás apenas do mês de março (17,2%).
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No mês anterior, em setembro, foram devolvidos 2,6 milhões de cheques em 171,9 milhões de documentos compensados, chegando a uma taxa de devolução de 1,52%.
Nos dez primeiros meses de 2004, o número de documentos devolvidos foi de 27,5 milhões em 1,741 bilhão compensado, o que significa uma taxa de devolução de 1,58%. No período acumulado de janeiro a outubro do ano passado, o número de cheques devolvidos foi de 29,3 milhões em 1,864 bilhão compensado, uma taxa de 1,57%, denotando a leve variação positiva de 0,6% entre os períodos.
Falta de atenção nas vendas a prazo
Segundo os técnicos da Serasa, este segundo aumento consecutivo, o segundo maior do ano, pode ser atribuído à falta de metodologia adequada nas vendas a prazo com cheques pré-datados. Segundo o diretor da Serasa, Laércio de Oliveira, “os lojistas aceitam um cheque pré-datado como se estivessem recebendo à vista, sem consultar as informações adicionais necessárias”.
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Outro fator que contribuiu para a elevação da taxa é o contínuo aumento da taxa básica de juros, a Selic, que encarece as modalidades de crédito ao consumidor. O reajuste dos preços administrados, principalmente energia, telefonia e combustíveis, que acabaram por aumentar as despesas do consumidor, também foram citados como causas do aumento.