Reformas animam empresas de construção no fim de ano

Famílias e comércio querem entrar em 2005 com tudo novo e planejam pequenas reformas nos imóveis, aquecendo as vendas do setor de construção

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SÃO PAULO – Se engana quem acredita que as Festas de Fim de Ano são o melhor período apenas para o comércio. A época desperta também nas pessoas uma vontade de mudança, de iniciar o ano com tudo novo. E por que não começar por uma reforma na casa?.

O setor de construção civil comemora o momento, sobretudo os escritórios de arquitetura e microempresas que prestam serviço em construção e acabamento. Mas não são apenas as famílias que almejam as mudanças: os pequenos varejistas também aproveitam a oportunidade para mudarem o visual de suas lojas com o objetivo de atrair um número maior de clientes.

Reformas são “maquiagens”, segundo especialistas

Entre as famílias, os principais motivos para decidirem por pequenas reformas são o Natal e Ano Novo, época em que recebem familiares e amigos em casa, além do dinheiro extra que surge com o pagamento do décimo terceiro salário, e dias menos conturbados, com as férias do trabalho, que permitem um acompanhamento mais de perto da obra.

As reformas, em sua maioria, são consideradas pelos profissionais do setor como apenas “maquiagem”, pois consistem na troca de um piso, nova pintura, iluminação nova, adaptação de algum ambiente para a instalação de um home theatre etc. São obras pequenas que não mexem na estrutura do imóvel.

Já os lojistas começam a deixar de lado a idéia de que projetos de reformas bem elaborados são exclusivos do grande varejo. Pelo contrário. A figura dos arquitetos tem se tornado mais aceitável pelos pequenos e médios varejistas que desejam incrementar suas vendas apostando na mudança visual das lojas.

De acordo com o presidente da Abiesv (Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos e Serviços para o Varejo), Marcos Andrade, atualmente o profissional é visto como peça-chave nestas pequenas reformas que fazem grande diferença. O número de negócios fechados em 2004 cresceu 20%, conforme sondagem da Associação entre empresários do setor de arquitetura.

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Como economizar com a reforma

De acordo com orientações da Fundação Procon-SP, a compra de pisos e azulejos, por exemplo, requer bastante cuidado. Não adianta tentar “chutar” a metragem a ser comprada. Com a ajuda de um profissional, calcule a medida dos locais onde os produtos serão utilizados, incluindo rodapés, recortes e reservas.

Assim, você poderá comprar o material necessário sem correr o risco de comprar a mais ou a
menos. Acontece que, em muitos casos, ficam faltando algumas caixas de pisos e azulejos e, na pressa, o consumidor tende a comprar o produto na loja mais próxima, saindo assim do orçamento que havia sido planejado.

É muito comum que os proprietários com menos experiência neste tipo de reparo acabem estimando mais tinta do que o necessário. Por este motivo, consultar um profissional é sempre válido. Evitar o desperdício é a melhor forma de poupar o seu bolso. Anote e guarde o código da cor e da tonalidade, que é importante em eventuais aquisições futuras para reparos.

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Se você já começou a pesquisa dos preços de produtos para acabamento, deve ter percebido que os itens fora de linha normalmente apresentam preços mais baixos e qualidade semelhante a um lançamento, normalmente mais caro. O problema, no entanto, é que apesar de parecer atrativo optar pelo mais barato, é importante se lembrar que, na necessidade de reposição (seja para complementação ou troca), pode ocorrer de não existirem materiais semelhantes, de forma que o barato pode acabar saindo mais caro do que se imagina.

Como a intenção aqui é procurar conciliar preço baixo e qualidade satisfatória, por que não comprar produtos de ponta de estoque? Sem dúvida, você poderá gastar menos, mas deve estar atento a detalhes importantes. Verifique antes se a quantidade disponível é do mesmo lote (código, cor e tonalidade) e se o produto encontra-se em ordem (inteiro, na embalagem original, sem manchas, mistura etc.). É importante também que você peça para ver o produto no estoque ou depósito e confira se está tudo certo.

Se decidir fechar o negócio, exija que o mesmo seja separado e marcado como já vendido, para não correr o risco de o mesmo produto ser oferecido para mais de uma pessoa, por engano da loja. Finalmente, cheque antes se o produto continua em linha de produção ou catálogo. Caso contrário, lembre-se da dica que demos anteriormente sobre produtos fora de linha. Com estes pequenos cuidados sua reforma terá grandes chances de ser um sucesso.