Inadimplência do consumidor cai em agosto, mas continua em alta no ano

Pesquisa Serasa revela desacelaração da inadimplência no acumulado de janeiro a agosto frente a anos anteriores

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SÃO PAULO – A inadimplência dos consumidores continua em alta no país, porém em ritmo de desaceleração, segundo o Indicador Serasa de Inadimplência divulgado nesta quinta-feira (30). De janeiro a agosto deste ano a inadimplência da pessoa física subiu 0,9% frente a igual período em 2003, ano em que a inadimplência havia aumentado 5,4% sobre 2002.

Tendência de queda no ano

De acordo com a pesquisa, a desaceleração da inadimplência se torna ainda mais evidente quando se analisa o acumulado dos oito primeiros meses do ano em anos anteriores. Entre 2001 e 2002 a elevação da inadimplência chegou a 23,9%.

Por outro lado, no confronto entre o mês de agosto com julho houve uma queda acentuada da inadimplência em 4,3%. O resultado foi atribuído pela Serasa à melhora do nível da atividade econômica desde o mês de abril.

Desde então mais vagas de trabalho têm surgido, importantes categorias profissionais têm conquistado negociações salariais que permitiram repor perdas inflacionárias, e o consumidor tem preferido quitar suas dívidas no lugar de contrair outras novas, recorrendo principalmente aos empréstimos pessoais com desconto em folha de pagamentos, cujas taxas de juros giram em torno de apenas 2% ao mês.

Cheques sem fundos são os mais frequentes

Ainda de acordo com Indicador, no que se refere à inadimplência total do consumidor, os cheques sem fundos representaram 36% do total do Indicador de janeiro a agosto de 2004 , o mesmo percentual verificado em 2003. Já no ano anterior, em 2002, a representatividade era de 37%.

As dívidas no cartão de crédito e financeiras seguem com a segunda maior representatividade na composição do Indicador, com 33% no acumulado do ano até agosto. Em 2003 este percentual era idêntico, enquanto em 2002 era maior, de 35%. Na terceira posição surgem os débitos em bancos, com representatividade de 29% em 2004, a mesma em 2003, e 26% em 2002. Finalmente, os títulos protestados possuem a menor representatividade com 2% em 2004, mesma representação de 2003 e 2002.

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No oitavo mês do ano o valor médio das anotações dos cheques sem fundos foi de R$ 441; dos títulos protestados, R$630; registros em bancos, R$ 927; e, registros em cartões de crédito e financeiras, R$ 244.

Segundo a Serasa, o consumidor enfrentou um grande desafio no ano para administrar o seu orçamento priorizando o pagamento e renegociação de dívidas. Isto porque há grandes barreiras a serem enfrentadas, como o desemprego, queda da renda, juros elevados, aumento das tarifas públicas, a não correção da tabela de Imposto de Renda e criação de novos impostos e taxas.