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SÃO PAULO – A qualidade dos serviços prestados pelas operadoras de planos de saúde deve receber atenção especial no que depender do novo presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Fausto Pereira dos Santos. As operadoras também serão cobradas quanto ao cumprimento dos contratos com os usuários.
Criação de metas
As queixas de usuários contra operadoras de planos de saúde são cada vez mais freqüentes, o que levou a ANS a começar a preparar novas metas de atendimento por parte das empresas cujo objetivo principal é o de obrigá-las a acompanhar de perto a qualidade do atendimento prestado aos usuários, se todos estão sendo atendidos como realmente se deve.
A partir do cumprimento, ou não, destas metas, a ANS irá então elaborar um ranking que será divulgado ao público, que, por sua vez, ficará sabendo qual a operadora presta um bom atendimento e qual deixa a desejar. Segundo o presidente da ANS, está é uma forma eficaz de forçar as empresas a dedicarem atenção especial à qualidade dos serviços oferecidos aos usuários.
As operadoras passariam então a participar de forma mais ativa no tratamento dos usuários, uma vez que atualmente este trabalho tem sido estendido apenas como negócio. Existem prestadores que oferecem serviços de péssima qualidade e, com isto, muitas vezes acabam denegrindo a imagem da operadora.
Por este motivo, o acompanhamento mais próximo se torna necessário. Caso a agência verifique que os pacientes de uma operadora registraram um número maior de internações do que o necessário, então significa que muito provavelmente o tratamento é insatisfatório, o que permite a intervenção do plano para minimizar este tipo de problema.
Sistema Único de Saúde
Outra mudança diz respeito ao atendimento prestado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) aos usuários de planos de saúde. Quando um paciente possui um plano de saúde, ele pode sim ser atendimento pela rede pública, porém o seu plano fica responsável pelo ressarcimento dos gastos com o atendimento ao governo, o que, na prática, não funciona bem desta forma.
Acontece que o governo arrecada das operadoras muito menos do que gasta com os usuários de plano de saúde. Para se ter uma idéia, as empresas possuem uma dívida com o SUS que beira algo em torno de R$ 225 milhões. Com isto, dinheiro público acaba sendo usado por quem não precisa em detrimento dos mais necessitados.
Por esta razão, Fausto anunciou mais uma novidade para 2004: as operadoras poderão pagar uma taxa para compensar o atendimento feito hoje pelo SUS a seus usuários. Com a nova taxa, que será calculada com base no número de usuários de cada operadora, o governo receberá de forma antecipada o valor do atendimento prestados a este universo de usuários e ainda terá recursos para investir em hospitais de urgência, de acordo com Fausto.
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