Com avanço da tecnologia, clonagem de cheques é cada vez mais comum

Seja manual ou mecânica, a clonagem de cheques tem vitimado um grande número de consumidores

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SÃO PAULO – Os consumidores cada vez mais são prejudicados pela ação de estelionatários. Contando com os recursos da tecnologia, cada vez mais modernos, fraudadores são capazes de produzir talonários inteiros de cheques falsos ou clonados. A perfeição das cópias é tamanha que a sua identificação se torna bem difícil.

Embora o golpe seja bastante freqüente, ainda não é possível mensurar o volume de cheques clonados que circula pelo comércio. De acordo com o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Informação, Verificação e Garantia de Cheques (Abracheque), Carlos Pastor, os cheques clonados são classificados pelo Banco Central como devolvidos pelo motivo 35, que inclui também roubos, furtos e outras fraudes.

Clonagens mais comuns

De fato, existem cuidados que minimizam o risco de você se tornar uma vítima destes golpistas, mas, convenhamos, que ninguém está cem por cento livre de vir a sofrer prejuízos com os cheques falsificados. Porém, como prevenir pode ser o melhor remédio, é importante que você saiba mais sobre os tipos de clonagem existentes.

No modelo de clonagem manual, os fraudadores simplesmente utilizam uma folha de cheque verdadeira e apagam tanto o nome do correntista, como o número do RG e CPF originais. Sobre estes dados, são implantados dados falsos. Segundo Pastor, esta é uma prática utilizada por quem tem o nome sujo na praça e deseja emitir cheques sem que o comércio se recuse a recebê-lo em razão da situação em que se encontra.

Outra forma de clonagem mencionada pela Abracheque é a mecânica, através da impressão a laser de cheques em nome de usuários verdadeiros ou não. É o que acontece com quem emite um cheque e este é repassado a um terceiro (fraudador) que utiliza as informações verdadeiras do cheque para emitir novas folhas falsas. Por este motivo, é sempre importante saber para quem o cheque está sendo emitido e não esquecer de cruzá-lo sempre e, se possível, emitir cheques nominais também.

Como não podia deixar de ser, a maior prejudicada nesta história toda é a pessoa que teve seu nome envolvido na fraude. E receber o dinheiro perdido pode se transformar em uma novela. De acordo com a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) os bancos não se responsabilizam caso um cheque clonado seja descontado em nome do correntista, o que leva estes casos a irem parar na Justiça com freqüência.