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SÃO PAULO – De acordo com dados publicados na última revista da Fenaseg (Federação Nacional de Seguros), em 2002, a indústria de seguros de vida (abertos e fechados) norte-americana comercializou o equivalente a 396 milhões de apólices.
Por sua vez, as reservas constituídas para seguros de vida respondem por 80% do total de reservas constituídas na indústria de seguros como um todo. Se somarmos a este montante o patrimônio dos fundos de previdência, que não são estruturados como seguros, tem-se um investimento da ordem de R$ 10 trilhões ou 110% do PIB dos EUA.
Dentre os fatores que teriam contribuído para o forte crescimento do segmento estaria a clara segregação dos produtos, o que facilita o desenvolvimento de regulamentação adequada para cada produto. Além disto, a combinação de incentivos fiscais para as contribuições e fortes multas em caso de resgate no curto e médio prazo, também teriam contribuído para o crescimento das vendas.
No Brasil, previdência é vista como alternativa a fundos
No Brasil, por outro lado, o crescimento dos seguros de vida deve se dar através da venda de produtos mais genéricos, como os que garantem proteção financeira, através do pagamento de uma renda durante a aposentadoria, e podem, ou não, incorporar uma cobertura de risco.
Ainda que os produtos a serem oferecidos no país devam ter um perfil mais genérico do que aqueles vendidos nos EUA, parece unânime entre as empresas do setor que é preciso lançar mais produtos no mercado, assim como é necessária uma penalização maior sobre os saques antecipados.
Isto porque, no Brasil, os produtos ainda são vistos como uma alternativa de investimento aos fundos e, portanto, possuem um viés de curto prazo. A ausência de mecanismos punitivos para o saque antecipado se justificava à medida que o mercado ainda era pequeno. Contudo, depois do forte crescimento dos últimos anos, está na hora de uma diferenciação maior dos produtos em relação aos produtos puramente financeiros.