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SÃO PAULO – A partir desse ano, o IASC (Índice Aneel de Satisfação do Consumidor), terá influência também na conta de energia do consumidor. Segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), a pesquisa de opinião será utilizada no cálculo do fator X, indicador que irá reduzir a incidência do IGP-M nos reajustes anuais de conta de luz.
Cálculo das tarifas reflete satisfação do consumidor
O mecanismo serve para repassar aos consumidores ganhos de produtividade das empresas distribuidoras nas tarifas de energia e reduzir o percentual de aumento autorizado pela agência. Embora a metodologia do cálculo ainda não tenha sido definida, o desempenho das distribuidoras na avaliação será fundamental para se saber quanto o consumidor irá economizar.
O que se sabe, portanto, é que quanto pior a avaliação da empresa pelo consumidor, maior será o aumento do fator X, e como conseqüência, o desconto na tarifa também aumentará, o que representa um lucro para o consumidor. Por sua vez, a distribuidora que sustentar uma boa avaliação terá um desconto menor nas tarifas, nesse caso, benefício para a própria empresa, pois os preços não serão muito reduzidos.
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Decisão causa polêmica
Essa nova medida da Aneel, que pode fazer com que o fator X varie em até um ponto percentual para mais ou para menos, gerou algumas controvérsias. Na visão do diretor executivo da Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica), Luiz Carlos Guimarães, a decisão não faz sentido, e alega que pesquisa de opinião não é instrumento para medir produtividade.
Já o diretor-geral da Aneel, José Mário Abdo, defende que a medida contraria o desejo das distribuidoras de energia em eliminar os resultados do IASC do cálculo. Na opinião de Abdo, as empresas deveriam perceber que deixar o cliente satisfeito é mais do que uma exigência contratual, é um sinal econômico.
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