Volume de novas concessões de empréstimos subiu 5,9% em julho

Cerca de R$ 78,8 bilhões foram concedidos no mês, dos quais R$ 51,5 bilhões para empresas e R$ 27,3 bilhões para indivíduos

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SÃO PAULO – Em julho o volume de novas concessões de créditos, tanto para empresas quanto para indivíduos, registrou expansão de 5,9% em relação ao mês de junho. Os dados preliminares fazem parte do relatório mensal do Banco Central divulgado nesta terça-feira, dia 26/08.

Segundo o relatório, em julho deste ano o saldo total de concessões acumuladas caiu para R$ 78,8 bilhões, o que equivale a um aumento no volume de novas concessões de R$ 4,4 bilhões. Por sua vez, em comparação com o saldo de julho de 2003, houve uma expansão ainda maior, de 6,9%, já que na época o saldo de concessões no ano era de R$ 73,7 bilhões.

Concessões para empresas cresceram 6,1%

O volume de concessões para empresas subiu 6,1% no sétimo mês deste ano, quando o saldo acumulado de concessões ficou em R$ 51,5 bilhões. Já em relação ao mesmo período em 2003, houve um aumento de 3,4% visto que na época foram concedidos R$ 49,8 bilhões em empréstimos para empresas.

Dentre as várias modalidades de empréstimos para empresas, a maior taxa de crescimento no volume de novas concessões foi registrada nas operações de adiantamento de contratos de câmbio (ACCs), cujo volume concedido foi 19,7% maior do que o de junho, ficando em cerca de R$ 5,996 bilhões frente a R$ 5,008 bilhões em junho.

Também registraram forte aumento no volume de concessões as operações de capital de giro, que registraram elevação de 11% em julho, ao subir de pouco mais de R$ 6,3 bilhões em junho para R$ 7 bilhões em julho. Por sua vez, o maior crescimento no volume de concessões dos últimos 12 meses foi registrado nas operações de aquisição de bens (27,5%), seguidas das operações de desconto de duplicatas (25,7%).

O destaque negativo no mês de julho ficou com as operações de vendor, cujo volume de concessões contrariou a tendência e caiu 8,2% em relação a junho deste ano, com R$ 3 bilhões em concessões. No acumulado dos últimos 12 meses o pior desempenho em termos de concessões ficou com as operações de repasse externo, que acumulam recuo de 47%.

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Maior alta ficou com financiamento de autos

O saldo acumulado de concessões para pessoas físicas também registrou aumento em julho deste ano, ainda que mais modesto do que a registrada nas concessões para empresas. Assim sendo, em julho o total de novas concessões para indivíduos subiu 5,6% em relação a junho e ficou em R$ 27,3 bilhões. Já na comparação com julho do ano passado houve uma expansão de 14,1% no volume de concessões de empréstimos para indivíduos.

Mantendo a tendência do mês de junho quando registraram o melhor desempenho no que refere ao volume de concessões, os empréstimos para compra de veículos foram o destaque positivo entre as operações de financiamento para indivíduos, ao acumularem alta de 15,9% em julho. No total o volume de concessões ficou em R$ 2,159 bilhões, o que responde por quase 8% do total de concessões do mês de julho. Por sua vez, a média diária de concessões nesta modalidade de financiamento cresceu 0,8%, subindo de R$ 93 milhões em junho para R$ 94 milhões no mês de julho.

Cartões voltam a ser destaque negativo

Da mesma forma, o destaque negativo do mês de julho voltou a ficar com as operações de cartão de crédito, cujo volume de novas concessões registrou ligeira queda de 0,1%, para um total de R$ 2,554 bilhões em novas concessões. Com isto, a média diária de concessões de cartão de crédito caiu 13,1% passando de R$ 128 milhões em junho para R$ 11 milhões em julho.

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Seguindo a tendência da maior parte das modalidades de crédito para pessoa física, o volume de novas concessões nas operações de crédito pessoal e de uso de cheque especial também aumentou em julho. No caso dos empréstimos pessoais o aumento foi de 7,1%, com um total de R$ 3,289 bilhões concedidos em julho, já o volume de concessões de cheque especial subiu 5% para R$ 14,6 bilhões.

Por sua vez, a média diária de concessões de crédito pessoal registrou um recuo de 6,8%, baixando para R$ 143 milhões, enquanto nas operações com cheque especial a queda foi ainda maior de, 8,7%, para uma média diária de novas concessões de R$ 634 milhões durante o mês de julho.