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SÃO PAULO – É fato que a internet está cada vez mais presente no dia-a-dia das pessoas. Ter um e-mail hoje em dia é praticamente obrigatório para quem deseja procurar um emprego ou não quer perder tempo no contato com um cliente. Certamente a velocidade da rede é benéfica em muitos sentidos.
Contudo, ao contrário do que muitas pessoas imaginam, embora a internet faça parte da vida da maioria das pessoas, o acesso à rede ainda é muito restrito entre a população brasileira. De acordo com números divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), apenas 8% da população brasileira têm acesso à internet.
Cerca de 65% dos suíços acessam a web
Comparando os dados da pesquisa com os dados de 2001, o Brasil fica atrás de vários países sul-americanos. Enquanto na Argentina, Peru, Uruguai e Chile os percentuais de internautas em relação à população era de 10,4%, 11,5%, 11,9% e 20%, respectivamente, no Brasil este percentual era de 7,3% naquele ano.
Já em países como Suíça e Estados Unidos a maioria da população tem acesso à internet, com percentuais muito mais elevados do que o registrado no Brasil. De acordo com a pesquisa, o número de internautas na Suíça correspondia a 64,75% da população. Nos EUA este percentual caia para 58,5%.
Maioria dos internautas brasileiros pertence à classe B
No que se refere ao perfil deste restrito universo de internautas, o estudo releve que a maior parte dos internautas, ou 48,7% do total de internautas, pertencem à classe B, equivalente a 19% da população brasileira. Em seguida aparecem os internautas pertencentes à classe A, 42% do total, que representa uma parcela de 19% dos brasileiros.
Como a maior parte da população é composta de pessoas das classes C, D e E (76% da população), e o número de internautas neste universo é muito pequeno, de apenas 9,3%, fica fácil entender o porquê da relativa baixa penetração da internet no país.
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De acordo com a Anatel, a distância destas pessoas do mundo virtual não está relacionada ao acesso à telefonia, mas sim ao fato da maioria destas pessoas não ter condições de adquirir um microcomputador, que foge do orçamento de boa parte da população brasileira.