Conteúdo editorial apoiado por

Seguro de carro está mais caro com o aumento da violência

Alto índice de sinistralidade faz com que o preço do seguro aumente; economia depende do tipo de contrato escolhido

Publicidade

SÃO PAULO – Os proprietários de automóveis devem preparar o bolso, pois o seguro de carro está cerca de 25% mais caro na comparação com o ano passado, fato este que pode ser atribuído ao aumento da sinistralidade nas grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, em decorrência da crescente violência que assola todo o país.

Talvez você não saiba, mas por sinistralidade entende-se o indicador do número de ocorrências, que aliás representa nada menos do que 70% do valor total do seguro. Isto é, quanto maior for este índice, ou melhor, quanto maior for o número de roubos de carros na sua cidade, mais cara sairá a apólice do seguro do veículo.

Escolha do contrato

Para quem deseja economizar, uma alternativa é optar pela escolha certa do modelo do contrato do seguro. Isto porque as seguradoras oferecem aos seus clientes duas opções de contrato, a primeira com base do valor determinado e a segunda no valor de mercado.

A primeira opção é justamente a que mais pesa no bolso do consumidor. Acontece que o motorista neste caso determina o valor da indenização que deseja receber em caso de roubo ou perda total do veículo, valor este que nem sempre acompanha o que o carro realmente vale.
Por este motivo, em caso de sinistro, o proprietário pode acabar recebendo um valor maior a título de indenização, no entanto, para ter essa “vantagem”, deverá arcar com um prêmio (valor do seguro) cerca de 25% mais caro.

Já no caso das apólices, pelo valor de mercado, é possível sentir no bolso as vantagens dessa opção. Nesse caso, o valor da indenização é calculado com base no valor médio do mercado, o suficiente para repor o bem perdido seja em um acidente ou furto. Essa opção é, inclusive, a mais recomendada por especialistas do setor.

Seguro de terceiros

Essa é a opção menos recomendada e a mais arriscada para o bolso do consumidor. Embora seja cerca de 30% mais barata na comparação com os seguros completos, essa apólice prevê o ressarcimento de apenas os prejuízos causados a terceiros. Para quem reside em cidades com trânsito caótico como São Paulo, por exemplo, sabe bem que não está livre de acidentes a qualquer hora do dia.

Continua depois da publicidade

Entretanto, da mesma forma, a cidade apresenta altos índices de violência e muitos roubos de carros, de forma que a escolha desse tipo de apólice acaba sendo arriscada.

Se por um lado o consumidor não precisará abrir mão de parte do seu patrimônio para arcar com os prejuízos de um acidente envolvendo terceiros, por outro lado a ocorrência pode ser o roubo do seu automóvel, de forma que nesse caso o prejuízo é todo do motorista já que a apólice de terceiros não cobre esse tipo de ocorrência.

Vale lembrar que é do seu patrimônio que estamos falando, de forma você deve escolher a opção que pese menos no seu orçamento, mas que ao mesmo tempo possa lhe garantir maior tranqüilidade, pois o barato pode acabar saindo caro.