Doentes crônicos respondem pelos maiores custos dos planos de saúde

Os números são surpreendentes: cerca de 10% dos clientes são responsáveis por 72% dos custos dos convênios

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SÃO PAULO – Levantamento realizado pela Axismed, empresa que presta serviços às operadoras de saúde, revelou que os maiores gastos dos convênios são decorrentes de uma minoria de clientes. Ao analisar a carteira de clientes de alguns planos, foi constatado que apenas 10% destes são responsáveis por nada menos do que 72% dos custos das operadoras, em média.

Falta investir em monitoramento de pacientes

Segundo o médico Álvaro Francisco Coutinho, diretor da Axismed, ao reduzirem seus custos as operadoras de planos de saúde sempre investiram em tecnologia e controle de gastos com produtos. Contudo, até agora ninguém havia parado para pensar no porquê de as pessoas ficarem doentes.

Coutinho ressalta que não é preciso muito esforço para se chegar a esta conclusão e garantiu ainda que as operadoras não faziam idéia destas contas. Na pesquisa, foi criado um sistema cujo objetivo principal era o de identificar o conjunto de doentes crônicos. A partir desta identificação, é possível então encontrar a raiz do problema, através de um monitoramento constante do paciente, para que este não piore e, assim, aumente os custos para as operadoras, sem muitas vezes serem bem atendidos.

O diretor sugere que se agrupe a população de risco de cada plano, oferecendo um tratamento diferenciado àqueles que são diferentes, ou seja, os doentes crônicos.

Ainda de acordo com ele, existem três ferramentas básicas para as empresas minimizarem o risco de sua operação: selecionado médicos e clínicas que garantam a qualidade na prestação do serviço, utilizando de forma adequada a rede de serviços pelos clientes e através de um sistema de gestão de risco populacional.

Para Coutinho, é necessário que se desenvolva uma cultura pendente mais para o lado “preventivo” do cliente, do que o lado “curativo”. De acordo com a análise de carteira de clientes feita pela pesquisa, 1% da população responde por 35% dos custos dos planos; outros 4%, por 24%; e, por último, 5% dos clientes são responsáveis por 13% dos custos.