Perspectivas para franchising em 2003 são boas, diz ABF

Presidente da ABF afirmou que setor é o último a ser afetado em cenário de recessão, e primeiro a se beneficiar em fase de crescimento econômico

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SÃO PAULO – Ao contrário da maioria dos setores da economia, o setor de franquia não tem do que reclamar do ano passado, pois apesar da turbulência econômica causada pela sucessão presidencial fechou o ano com um crescimento de 7%.

Em 2002, o setor fechou o ano com um faturamento estimado em cerca de R$ 22,5 bilhões gerando o equivalente a 500 mil empregos diretos e indiretos, para um total de 55 mil unidades de franquias instaladas no país.

Primeiro a crescer

Para 2003 as perspectivas também são favoráveis e a própria ABF (Associação Brasileira de Franchising) aposta em uma expansão de 10%, com um faturamento de R$ 25 bilhões.

Segundo o novo presidente da ABF, Gerson Keila, o setor é um dos últimos a ser afetado em um cenário de recessão, e um dos primeiros a se beneficiar de um quadro de crescimento econômico. Como o setor acredita que o ano de 2003 deva ser um ano de maior crescimento do que foi o ano passado, o otimismo é grande.

O diretor de comunicação e marketing da ABF, Robinson Shiba, é ainda mais otimista, pois acredita que como este ano deve ser um ano de transição e, de certa forma incerteza, é provável que a procura pela abertura de novos negócios aumente.

Desta forma, a procura por franquias pode ser ainda maior, visto que o risco envolvido na franquia é bem menor do que o de abrir um negócio sozinho. Segundo dados da ABF, passados cinco anos a taxa de mortalidade média dos negócios próprios é de 45%, enquanto entre as franquias ela cai para apenas 5%.

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Exportação de franquias

Keila, re-eleito por mais dois anos como presidente da ABF, atribui o sucesso do setor à maior profissionalização dos franqueadores e a busca do investidor/operador com perfil adequado. Mas lembra que nem todos os negócios estão preparados para o sistema de franquia, pois além de ter passado por um processo de expansão é preciso pesquisar no mercado a aceitação de mais unidades da empresa, antes de se optar pela franquia.

As 55 mil unidades franqueadas no Brasil, que decorrem do crescimento de cerca de 600 redes, equivale à cerca de 92 unidades franqueadas por rede. Contudo, no que se refere à expansão das franquias para o mercado externo, o executivo acredita que este caminho seja uma tendência natural, mas que deve depender do estímulo que o novo governo efetivamente dará ao crescimento das pequenas e médias empresas.