Volume de cheques sem fundo aumentou em 2002

Média de devolução de cheques aumentou de 13,2 a cada mil cheques em 2001 para 13,6 em 2002, tendência melhorou no final do ano

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SÃO PAULO – No ano passado um número maior de pessoas teve dificuldades para cumprir o pagamento de cheques que emitiram, o que contribuiu para o aumento da inadimplência com relação a 2001. Além do aumento da inflação, que acabou corroendo o poder aquisitivo do brasileiro, também contribuiu para esta tendência o forte aumento nas taxas de juros durante o ano.

Mais cheques foram devolvidos em 2002

Com base em dados levantados pela Serasa, pode-se constatar um aumento no percentual de devoluções de cheques no ano passado. Enquanto em 2002, a média de devoluções nos meses de janeiro a dezembro ficou em 13,6 cheques devolvidos para cada mil emitidos, no ano anterior este número era um pouco menor de 13,2 cheques devolvidos a cada mil emitidos, um aumento de 3% na taxa de devolução.

A diferença só não foi maior porque nos dois últimos meses do ano passado, o volume de devoluções em relação às emissões diminuiu. Tanto em novembro quanto em dezembro foi registrado um forte recuo no percentual de devoluções, contribuindo para que a média de devoluções no ano fosse mais baixa.

Março foi o pior mês de 2002

Com base em dados da Serasa constata-se que em novembro a taxa de devolução de cheques foi de 12,4 para cada mil, muito abaixo daquela registrada em novembro de 2001, que foi de 14,1 devoluções a cada mil cheques emitidos, o que representou um recuo na taxa de devoluções de 12%.

Esta tendência se manteve em dezembro, quando o percentual de devoluções de cheques ficou em 11,9 cheques devolvidos a cada mil emitidos, no que foi a menor taxa de devolução registrada durante todo o ano de 2002. Em dezembro de 2001, o percentual de devoluções foi bem maior, de 13,6 cheques a cada mil, o que implica em uma queda de 12,5% na taxa de devolução de cheques.

Em 2002, o mês de março foi o que registrou maior taxa de devolução de cheques, com 16,2 cheques devolvidos a cada mil, o que em geral é reflexo do acúmulo de gastos no início do ano.