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SÃO PAULO – O Dieese, Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos, divulgou nesta sexta-feira alguns dados sobre a participação da mulher no mercado de trabalho brasileiro. Entre os dados, destaque para a forte diferença de rendimentos entre homens e mulheres que ocupam a mesma posição.
Segundo a pesquisa do departamento, nos últimos três anos a diferença entre os rendimentos recebidos por homens e mulheres tem diminuído, mas não pelo aumento dos salários das mulheres e sim pela menor remuneração dos homens e da população como um todo, refletindo as dificuldades econômicas do país.
SP tem os maiores rendimentos para ambos os sexos
Em todas as cinco regiões metropolitanas pesquisadas, sendo elas Belo Horizonte, São Paulo, Distrito Federal, Porto Alegre, Recife e Salvador, foi constatado que o rendimento médio real das mulheres no trabalho principal é inferior ao dos homens. Como um todo, os menores rendimentos foram registrados em Recife e os maiores, para ambos nos sexos, foram observados em São Paulo.
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Neste critério, em janeiro de 2002, as mulheres da região de Belo Horizonte ganhavam R$ 511 frente aos R$ 753 recebidos pelos homens, o que evidencia que neste ano o rendimento das mulheres equivalia a apenas 67,9% do rendimento dos homens, um aumento em relação aos 61,9% registrados em 2001 e aos 61,6% apresentados em 2000.
Porto Alegre e Recife têm as menores discrepâncias
Já na região metropolitana de Porto Alegre, a diferença entre os rendimentos das mulheres e dos homens é a menor do país, com as mulheres ganhando cerca de 71,7% do que os homens ganham em janeiro de 2002, frente aos 69,1% de 2001 e aos 68,3% de 2000. Os salários médios de janeiro do ano passado eram de R$ 585 para as mulheres e R$ 816 para os homens.
A segunda menor discrepância entre as remunerações médias entre os sexos foi registrada na região de Recife, onde o rendimento das mulheres em relação aos dos homens era de 68,4% em janeiro de 2002, com salários médios de R$ 573 para os homens e R$ 392 para as mulheres. No ano de 2001 a relação era de 65,9% e em 2000 de 65,1%.
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Maiores diferenças ficam com São Paulo e Salvador
A região metropolitana de São Paulo, além de apresentar os maiores rendimentos médios para ambos os sexos, também registrou a maior discrepância entre estes. Neste sentido, em janeiro de 2002 o salário das mulheres era de R$ 630, cerca de 65,5% do rendimento médio de R$ 962 recebidos pelos homens, frente aos 64,1% de 2001 e aos 64,7% de 2000.
Em Salvador a diferença entre os salários médios de homens e mulheres também é grande, tendo ficado em 66,2% em 2002, com salários de R$ 449 para o sexo feminino e R$ 678 para o masculino, frente aos 64,8% de 2001 e aos 63,1% de 2000.
Mulheres ganham cerca de 34% a menos
As taxas de equivalência registradas em 2002 deram continuidade à forte diferença histórica entre os rendimentos dos homens e das mulheres, ficando o salário feminino em 66% do recebido pelos trabalhadores do sexo masculino, na média brasileira. Ou seja, na média as brasileiras ganham 34% a menos do que os homens.
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No entanto, a discrepância mostrou-se menor ao longo dos três últimos anos, refletindo não a melhora nos salários femininos, mas sim a queda nos rendimentos recebidos pelos homens e da população como um todo, em função das dificuldades apresentadas pela economia do Brasil neste período.