Serviços de valet devem ser proibidos na noite paulistana

Empresas que prestam serviços de valet não são obrigadas a contratar seguros; medida fere direito do consumidor

Publicidade

SÃO PAULO – Que a noite em São Paulo é uma das mais badaladas do país, isto não há dúvidas. Prova disso é que é cada vez maior o número de serviços de valet na noite paulistana. O problema é que esse tipo de serviço não garante segurança o suficiente aos motoristas, haja vista que a contratação de um seguro pelas empresas não é obrigatória.

Muitas pessoas não sabem, mas deixar o carro na mão desses manobristas pode não ser nada seguro. Isto porque o serviço de valet não inclui o estacionamento do veículo em um local seguro, de forma que na maioria das vezes o carro fica estacionado na rua mesmo. Ou seja, o motorista acaba pagando apenas pelo serviço de manobrista.

CPI dos valets

A propagação desses serviços na cidade é tanta que a CPI dos Valets da Câmara Municipal deve pedir dentro de cerca de dois meses a extinção dos serviços de manobrista e estacionamento na cidade. De acordo com o relatório, será exigida a extinção dos valets esses estabelecimentos comerciais, salvo se a empresa possuir estacionamento para os carros.

Continua depois da publicidade

Para quem está acostumado a sair em São Paulo, o congestionamento na porta de bares, restaurantes e casas noturnas é bastante comum por conta do fluxo de carros que aguardam pelos manobristas. Nesse sentido, a proposta prevê ainda que embarque e desembarque em via pública sejam autorizados pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

A instauração da CPI se deu depois que o Tribunal de Contas do Município, no final do ano passado, considerou irregular todo o serviço de valets. Na ocasião, foi dado um prazo de 90 dias para que as subprefeituras e a CET fiscalizassem o serviço, no entanto, até o momento nenhum medida foi adotada.