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Seguros: Susep estuda a criação de fundo garantidor

Proposta faz parte do programa de auto-regulamentação que está sendo elaborado pelo órgão fiscalizador, mas não é consenso entre seguradoras

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SÃO PAULO – Apesar da venda de seguros no Brasil ainda ser relativamente pequena em proporção ao potencial do mercado, a procura por mecanismos de proteção tem crescido nos últimos tempos.

Especialmente no que refere aos seguros de vida, que recentemente alcançaram a liderança do mercado diante da forte expansão dos VGBLs (Vida Gerador de Benefício Livre), que combinam o pagamento de uma renda mensal durante a aposentadoria com a cobertura para risco por invalidez ou morte.

Entretanto, como constatou o próprio superintendente da Susep, René Garcia, é preciso que o setor invista no aumento da transparência de seus produtos se quiser continuar atraindo novos investidores.

Susep propõe medidas para aumentar transparência

Afinal, como lembra Garcia, o administrador do plano é responsável pela poupança do investidor e é preciso estabelecer uma relação de confiança entre as partes, somente possível através da máxima transparência dos produtos.

Dentro deste contexto, como órgão fiscalizador e regulador do setor, a Susep (Superintendência de Seguros Privados) está estudando a introdução de algumas mudanças com o objetivo de tornar o mercado mais transparente para o pequeno investidor.

Uma das iniciativas anunciadas no mês passado seria a criação de ouvidorias para atendimento dos consumidores. A intenção seria a de que estas ouvidorias ajudassem a melhorar a relação das empresas com seus clientes, mas também funcionassem como um elo direto com a Susep de forma a melhorar a eficiência do setor.

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Fundo garantidor gera controvérsia

Uma das medidas aguardadas com ansiedade pelos participantes do setor é a introdução de um programa de auto-regulamentação do mercado, previsto para terminar de ser estruturado em um ano. Ao que tudo indica existe consenso entre os participantes do mercado que o programa é fundamental para melhorar a qualidade das relações entre seguradoras e segurados.

Contudo, o programa inclui a proposta de criação de um fundo garantidor, cujos recursos seriam usados para pagar indenizações devidas e não pagas de forma mais rápida do que ocorre no momento, em que o processo pode demorar de dois a três anos. Entretanto, como lembra Garcia, apesar da Susep poder aplicar multas às seguradoras quando julgar que houve abuso, o segurado precisa mover uma ação na Justiça para ser efetivamente reembolsado.

O conceito do fundo não é novo e se inspira em fundos semelhantes já existentes no mercado de capitais, onde através de contribuições à Bovespa, tanto corretoras quanto distribuidoras de valores mantém um fundo semelhante.

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Por sua vez, alguns representantes do setor alegam que as empresas já contem com reservas suficientes para arcar com estes gastos, e que a cobrança de mais uma contribuição acabaria sendo repassada para o preço final das apólices, prejudicando os consumidores. Para o segurado certamente a proposta é bem vinda, pois implicaria em um grande avanço no sentido de melhorar as relações entre as partes.

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