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SÃO PAULO – O segundo semestre do ano não poderia ter começado melhor para os mercados brasileiros. Dando seqüência ao movimento visto nos primeiros seis meses do ano, a semana marcou novas valorizações para os ativos domésticos, anotando, mais uma vez, recordes importantes.
Neste contexto, o Ibovespa acumulou alta de 3,77% e atingiu sua máxima histórica na sexta-feira, enquanto o dólar comercial caiu 1,35%. O risco-país diminuiu e os juros futuros demonstraram volatilidade.
Cenário externo: força da economia dos EUA
Do âmbito internacional, a agenda de indicadores trouxe evidências de uma economia norte-americana mais aquecida do que se previa anteriormente. O setor de serviços mostrou desempenho acima do esperado em junho e o mercado de trabalho também emitiu sinais de robustez.
O Departamento de Trabalho dos EUA informou a criação de 132 mil novos postos de trabalho no mês passado, superando as expectativas de 125 mil vagas, além de ter revisado para cima o número de maio, o qual passou de 157 mil para 190 novos postos.
Juntando-se à gama de notícias favoráveis a Wall Street, o cenário corporativo norte-americano seguiu com uma série de anúncios de fusões e aquisições, reforçando o bom panorama para a evolução dos lucros.
Cenário interno: produção industrial aumentando
Na cena doméstica, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou um crescimento de 1,3% da produção industrial brasileira entre os meses de abril e maio.
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E a divulgação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de junho também foi acompanhada de perto. O indicador apontou alta nos preços de 0,28% no último mês, taxa idêntica à apurada em maio e levemente superior à mediana das estimativas contidas no último relatório Focus (+0,23%).
Confira as cotações
Acompanhando o bom comportamento de Wall Street, o Ibovespa acumulou alta de 3,77%, fechando a semana em 56.444 pontos, em novo recorde histórico. Já no mercado de câmbio, o dólar comercial apurou queda de 1,35%, a R$ 1,903.
Finalmente, no mercado de juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2009, que vem apresentando maior liquidez, projetou taxa de 10,65% na sexta-feira, frente aos 10,61% do final da semana anterior. Já a taxa anual do CDB prefixado de 30 dias fechou a 11,62%, abaixo dos 11,74% registrados na sexta-feira anterior.
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Calendário da semana
Na agenda da segunda semana de julho, no Brasil, destaque às pesquisas industriais mensais do IBGE, e ao IGP-DI, índice composto de inflação da FGV.
Nos Estados Unidos, ênfase à sexta-feira (13), com divulgação do Retail Sales, relativo às vendas do varejo norte-americano.