Inadimplência medida pelo volume de cheques sem fundos sobe 9,3% em maio

Maior número de emitentes com mais de seis cheques devolvidos foi principal razão para a alta da inadimplência no mês passado

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SÃO PAULO – Apesar de ser considerado um instrumento de pagamento com inadimplência mais baixa em relação às outras modalidades de crédito, como cartão de crédito e crediário, o número de cheques devolvidos no mês de maio apresentou alta de 9,3% em relação ao mesmo mês no ano passado.

Os dados refletem o número de cheques devolvidos por insuficiência de fundos incluídos no cadastro da UseCheque, que mede as intenções de compras à vista e é estudado mensalmente pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Maior número de grandes devedores

Segundo o presidente da ACSP, Guilherme Afif Domingos, o principal motivo para o aumento da inadimplência do cheque no último mês se deu à contumácia. Apesar de o termo ser desconhecido pela maioria das pessoas, não é difícil de se entender. Trata-se dos emitentes de cheques sem fundos que possuem mais de seis cheques registrados.

Esse universo de consumidores correspondem atualmente por nada menos do que 52% dos emitentes de cheques, sendo que no que se refere à representação destes no cadastro do UseCheque, este percentual sobe para 88%.

ACSP recorre ao Banco Central

Domingos lembra que no passado o nome dos emitentes contumazes eram encaminhados automaticamente para o cadastro de cheques sem fundos, o que não acontece atualmente. Por este motivo, a ACSP deve apresentar estes números ao Banco Central em busca de soluções para a redução do nível de inadimplência no setor.

Entre as propostas estaria o maior rigor por parte dos bancos na abertura de contas. Além disso, a concessão de talonários de cheques também seria controlada.

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Por ser considerado um importante instrumento de pagamento para a atividade comercial, o cheque está longe de sumir da praça, mas poderá sofrer uma reestruturação no combate à inadimplência, favorecendo assim o setor comercial.