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SÃO PAULO – Dados colhidos pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) entre os anos de 1995 e 2000, mostram que 14,5% da população brasileira eram portadoras de pelo menos uma das deficiências investigadas pelo Censo 2000.
A região que abriga maior proporção de pessoas com deficiência é o Nordeste, com 16,8%. É nesta região que se encontra a maior população de cegos do Brasil, 57,4 mil dos 148 mil totais. Já a região Sudeste tem a menor proporção de pessoas com deficiências, 13,1%, concentrando 54,6 mil cegos.
No país o número de pessoas com alguma dificuldade para enxergar estava em torno de 2,4 milhões, enquanto o número de pessoas com dificuldades para ouvir ficava em 900 mil pessoas e o total de surdos era de 166,4 mil. Destaca-se que a expectativa de vida do brasileiro é de 68,6 anos, sendo 14 destes anos vividos com algum tipo de deficiência.
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Diferença salarial entre portadores e não-portadores
Do total de pessoas portadoras de algum tipo de deficiência, 9 milhões trabalhavam dentre as quais 4,9 milhões ganhavam até dois salários mínimos. Vale destacar, no entanto, que as maiores diferenças salariais se dão entre pessoas de diferentes cores, seguidas por diferenças de gênero e depois por presença de deficiência ou não.
Isto quer dizer que as maiores diferenças salariais se dão entre pessoas que se declararam brancas e aquelas que se dizem pretas. Entre as brancas o percentual daquelas que ganhavam até um salário mínimo era de 18,15% enquanto a de pretas era de 34,50%. O percentual de homens nesta faixa salarial era de 19,3% enquanto a de mulheres era de 27,3%.
Entre os portadores de deficiência ocupados, cerca de 29,5% ganhavam até um salário mínimo, enquanto entre os ocupados que não portavam nenhuma deficiência o percentual era de 22,4%. Cerca de 31,5% da população de portadores de deficiência ocupada trabalhava no setor de serviços e comércio.
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Escolaridade é menor entre portadores de deficiência
Segundo os dados do IBGE, a porcentagem de pessoas com 15 anos ou mais e portadores de deficiência com até três anos de estudo era de 32,9%, enquanto a porcentagem desta mesma população com oito anos de estudo eram de 10%. A taxa de alfabetização desta população era de 72%, frente aos 87,1% da população de 15 anos ou mais e que não porta nenhum tipo de deficiência.
Finalmente vale destacar que a menor taxa de freqüência escolar entre crianças de 7 a 14 anos foi registrada na população de portadores de algum tipo de deficiência (88,6). Entre aqueles portadores de deficiência física permanente, o percentual é de 61%, e para as pessoas com deficiências severas, 74,9% e, por fim, de 94,5% entre esta população de crianças que não porta nenhum tipo de deficiência.