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SÃO PAULO – A Serasa tem se tornado alvo freqüente de denúncias e reclamações principalmente por parte dos consumidores.
Por falta de fiscalização, a empresa, considerada uma das maiores do ramo de análise de crédito, se transformou em um “Tribunal de Exceção”, conforme definiu o presidente da Associação de Defesa dos Consumidores do Sistema Financeiro, Aparecido Donizete Píton.
Para o presidente da Associação, a Serasa “adota critérios que ninguém conhece, e com isto, cassam a cidadania de um consumidor sem mesmo que ele saiba”.
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Nem visto, nem emprego
Atualmente existem cerca de 22 milhões de consumidores no país que estão incluídos no cadastro de inadimplentes da Serasa. Esta situação tem prejudicado a vida destes consumidores em diversos aspectos, não só nos casos de concessão de crédito ou abertura de conta bancária.
Muitos deles simplesmente não conseguem um novo emprego ou são recusados em concursos públicos por estarem com o nome sujo na praça. Denúncias feitas pelos consumidores também revelaram que até mesmo os vistos para que o brasileiro viaje para o exterior estão sendo negados pelo mesmo motivo. Píton acusa a embaixada dos Estados Unidos de se valer do cadastro de inadimplentes para negar os vistos para estes consumidores.
Legislação precisa ser mudada
Outra situação que costuma prejudicar uma parcela grande de consumidores diz respeito ao uso irregular das informações contidas nos cadastros de inadimplentes. A queixa mais freqüente entre os consumidores se refere à inclusão indevida de pessoas nas instituições de proteção ao crédito, como a Serasa e o SPC.
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O diretor-geral da Associação de Defesa e Orientação do Cidadão (Adoc), José Kosteski, lembra que a demora na exclusão dos nomes e a falta de comunicação desses serviços com os consumidores são queixas recorrentes recebidas pelos órgãos de defesa ao consumidor.
Para o deputado Luiz Alberto (PT-BA) as denúncias recebidas desde que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Serasa foi iniciada são bastante preocupantes. Caso seja necessário, ele não descarta a possibilidade de a CPI pedir a quebra dos sigilos fiscal e bancário dos diretos da Serasa.
Neste sentido, para que os abusos sejam eliminados, a mudança da legislação parece inevitável diante a atual situação, haja vista que o Código de Defesa do Consumidor é evasivo nesta questão. As informações são da Agência Câmara.