Comentário da semana: mercado tem volatilidade e fecha no zero a zero

Bom humor seguia entre os investidores até a tarde de quinta-feira, quando ajuste em Wall Street gerou pessimismo

Publicidade

SÃO PAULO – A segunda semana de outubro foi mais curta para os mercados. Na segunda-feira (8), a comemoração pelo Dia de Colombo interrompeu as negociações com os títulos do Tesouro norte-americano. Internamente, o feriado de Nossa Senhora Aparecida fechará a Bovespa e a BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros) na sexta-feira.

O menor número de sessões, no entanto, foi insuficiente para impedir novos recordes históricos para os ativos brasileiros na terça-feira. Perdas no dia subseqüente, no entanto, praticamente zeraram os ganhos acumulados nos três primeiros pregões.

Acompanhando de perto as oscilações em Wall Street, o Ibovespa acumulou ligeira alta de 0,22%, enquanto o dólar comercial subiu 0,17%, em ajuste à forte queda recente. O risco-país ficou menor e os juros futuros recuaram.

Fed no centro dos holofotes

Como tem sido usual nas últimas semanas, a política monetária dos EUA ocupou as atenções dos investidores. A minuta da última reunião do Fed salientou a unanimidade dos membros da instituição na opção pelo corte de 50 pontos-base no juro básico norte-americano em 18 de setembro.

Sobre futuras decisões, o Fed esclareceu que seus próximos passos estão condicionados à evolução do cenário, deixando em aberto a possibilidade de flexibilização monetária adicional.

Trouxe otimismo a maior confiança dos membros na sustentabilidade da inflação em níveis confortáveis. Novas amostras sobre o nível geral de preços poderão ser conferidas na sexta-feira (12), com a divulgação da inflação ao produtor norte-americano em setembro.

Continua depois da publicidade

Inflação e produção industrial no Brasil

No âmbito doméstico, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) mostrou desaceleração e reforçou as apostas de um novo corte na taxa Selic. A inflação oficial ficou em 0,18% em setembro, aquém das projeções.

E a produção industrial voltou a dar sinais de vigor em agosto, com avanço em dez das quatorze regiões pesquisadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Confira as cotações

Após alguma volatidade, o Ibovespa acumulou alta de 0,22%, para 62.456 pontos, estabelecendo novo recorde histórico na manhã da quinta-feira aos 64.169 pontos.

Continua depois da publicidade

Já no mercado de câmbio, o dólar comercial anotou leve alta de 0,17%, a R$ 1,8070, depois de ter atingido o menor valor desde 2000 no começo da semana.

Finalmente, no mercado de juros futuros, o contrato com vencimento em janeiro de 2010, que vem apresentando maior liquidez, projetou taxa de 11,27% na quinta-feira, frente aos 11,29% do final da semana anterior. Já a taxa anual do CDB prefixado de 30 dias fechou a 11,04%, mesmo patamar da sexta-feira anterior.

Calendário da semana

Dentro da agenda da terceira semana de outubro, os investidores estarão atentos ao CPI, índice de preços ao consumidor dos EUA, aguardado para quarta-feira (17).

Continua depois da publicidade

Já no cenário nacional, a ênfase fica para a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). Na quarta-feira, será atualizada a taxa básica de juro do País, que está em 11,25% ao ano.