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SÃO PAULO – Apesar dos vários reajustes concedidos nas tarifas das operadoras de telefonia do país o consumidor ainda não recebe serviços adequados, pelo menos é o que indicam os resultados da pesquisa mensal própria da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Para o consumidor o cenário não poderia ser mais desanimador, visto que quanto mais as tarifas sobem também aumenta o volume de reclamações.
Maior problema é com as ligações internacionais
De todos os problemas identificados o maior deles ficou com as ligações internacionais, área em que a Anatel estabeleceu a meta de que 60% das chamadas devem ser completadas. Das 38 operadoras analisadas apenas 10, ou pouco mais de 26% conseguiu atingir esta meta. O pior desempenho acabou ficando com a Vésper com um índice de sucesso de 54,7% neste tipo de ligação.
O número de reparos por acesso também ficou acima do que foi estabelecido pela Anatel, que registrou uma taxa de reparos inferior a 3% dos acessos. Neste quesito o pior desempenho ficou com a Telpa com 4,57 reparos para cada cem acessos, mas outras operadoras como a Telerj, a Telpe, a Telepará e a Vésper também não conseguiram atingir as metas estabelecidas pela Anatel.
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Vésper teve pior desempenho
No consolidado dos quesitos analisados o pior desempenho ficou com a Vésper, que além de encontrar dificuldades para atingir as metas para ligações internacionais e reparo, também não conseguiu sucesso na taxa de atendimento em até dez segundos. A meta da Anatel estabelece que 92% dos atendimentos devem ser atendidos neste prazo, mas a Vésper só conseguiu atender 65,78% dos atendimentos neste tempo.
Reclamações aumentam em linha com as tarifas
As operadoras de telefonia fixa estão entre as campeãs de reclamações junto aos órgãos de defesa do consumidor. De acordo com o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) a maior parte das reclamações refere-se a cobranças indevidas ou cancelamento de serviços.
O Idec lembra que ao ter uma linha instalada o consumidor não está contratando nenhum outro serviço que o Plano Básico, portanto serviços adicionais devem ser comunicados e aceitos pelo consumidor para serem cobrados. Em alguns casos nem mesmo os próprios atendentes das operadoras conseguia explicar o serviço que havia sido incluído erroneamente na conta telefônica do consumidor. O Idec lembra que os serviços adicionais devem ter contratos específicos de forma a comprovar que o consumidor está de acordo com o seu fornecimento.
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O grande problema é que à medida que as reclamações aumentam também aumentam as tarifas. De acordo com dados colhidos pelo Idec, a assinatura básica passou de R$ 0,44 em 1994 para R$ 16,64 em 2001, um crescimento de quase 70% ao ano. No mesmo período o pulso das ligações locais aumentou de R$ 0,02 para R$ 0,065, o que equivale a um reajuste de 225% ou mais de 18% ao ano. Entretanto como as operadoras repassam as despesas com tributos para o consumidor o custo da assinatura básica na verdade sobe cerca de 40% para R$ 23,32, enquanto o pulso local aumenta para R$ 0,0918.
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