Previdência aumenta cerco contra fraudadores do INSS

Criação de uma Central de Informações permitindo o cruzamento das informações nos bancos de dados da Previdência deve ajudar no combate

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SÂO PAULO – Apesar dos recentes sucessos no combate às fraudes ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) o Ministério da Previdência Social ainda não está satisfeito com os resultados obtidos. Diante disto a Previdência resolveu declarar guerra aos fraudadores e apertar ainda mais o cerco contra estes indivíduos que acabam comprometendo as receitas previdenciárias do país.

Informações centralizadas no combate às fraudes

Como parte da guerra contra os fraudadores o secretário-executivo da Previdência, José Cechin, anunciou nesta sexta-feira que a Previdência pretende criar uma Central de Informações, cujo objetivo é o cruzamento das informações que giram nos bancos de dados da Previdência para apurar eventuais fraudes contra o INSS.

Para Cechim a intenção do Ministério é obter resultados imediatos com a iniciativa que pretende controlar as fraudes não só do ponto de vista dos benefícios concedidos, mas também com base nas contribuições que não são pagas ao INSS. De acordo com Cechim, a Previdência acredita que a nova Central ajudará no cerco aos fraudadores fechando todas as brechas atualmente existentes no sistema.

Força-tarefa foi criada em agosto de 2000

A guerra contra os fraudadores não é recente. Em agosto de 2000 foi criada a força-tarefa que na opinião do secretário da previdência tem contribuído significativamente no desmantelamento das quadrilhas especializadas em fraudes previdenciárias. Além de representantes do Ministério Público Federal, também fazem parte da força-tarefa membros do Departamento de Polícia Federal e da Auditoria do INSS.

Desde a sua criação em agosto de 2000 a força-tarefa permitiu uma economia de R$ 20,7 milhões aos cofres da Previdência. Deste total R$ 11,2 milhões (ou 54,1%) resultaram de ações no Estado de São Paulo, enquanto o Rio de Janeiro responde pelo restante com R$ 9,5 milhões (46%). Desde que foi criada, a força-tarefa encaminhou à auditoria do INSS cerca de 10 mil casos de suspeita de fraude no pagamento de benefícios, dos quais cerca de 18% (ou 1.788 casos) já foram analisados e os benefícios suspensos. Apesar dos bons resultados da força-tarefa a Previdência quer trazer mais rigor na apuração das fraudes e daí a criação da Central de Informações.