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SÃO PAULO – Após quase dez meses com o horário de funcionamento alterado, a partir desta segunda-feira (11/03) enfim as agências bancárias voltam a funcionar normalmente, entre 10h e 16h. Com o fim do racionamento desde o dia primeiro do mês foi anunciado que não haveria mais a necessidade de manter os horários atuais por conta do racionamento.
Desde junho do ano passado, quando começou o programa de racionamento de energia, as agências haviam reduzido o atendimento por conta da economia de energia e passaram a funcionar entre 09h e 15h nas grandes cidades; e 09h e 14h no interior.
Legislação permite mudanças nos horários de atendimento
A legislação atual prevê que os bancos têm carta branca para definir o horário de atendimento ao público em suas agências, desde que respeite o limite de atendimento diário mínimo de cinco horas ininterruptas. Além disso, o Banco Central obriga também as agências a permanecerem abertas durante o período entre 12h e 15h, independente do horário de abertura ou encerramento do atendimento.
Caixas 24 horas mantém atendimento entre 6h e 22h
Embora a Conselho Monetário Nacional (CMN) tivesse liberado também o funcionamento dos caixas eletrônicos 24 horas, que atualmente funcionam apenas 16 horas por dia, entre 6h e 22h, a Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban) pediu a reavaliação do caso pela questão da segurança pública.
Desde junho do ano passado os terminais tiveram seus horários alterados não só em função do racionamento, mas como iniciativa à redução dos seqüestros relâmpagos praticados com freqüência durante a madrugada principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Brasília.
Esta não é a primeira iniciativa do governo para tentar reduzir o índice dos seqüestros relâmpagos no país. Desde 1998 os saques tornam-se restritos aos correntistas também dentro do horário compreendido entre 22h e 6h, sendo que durante esse período o limite máximo para saque ficou em R$ 100,00.
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Desta forma, segundo o presidente da Febraban, Gabriel Jorge Ferreira, os caixas deverão continuar com o horário atual de apenas 16 horas por dia em caráter provisório até que seja feito um levantamento quanto à melhoria do índice de seqüestros relâmpagos. No entanto, essa promete ser uma tarefa difícil visto que boa parte das vítimas não registra queixa na polícia, o que deve acabar prejudicando o estudo.
Alguns caixas serão re-alocados
Além disso, os caixas eletrônicos alocados nas vias públicas consideradas mais violentas serão re-alocados para garantir maior segurança à população. Segundo informações da Febraban, atualmente existem 130 mil caixas em todo o país, dentre os quais 500 estão localizados em vias públicas, sendo que o restante está instalado em áreas mais seguras como shoppings, hospitais, supermercados, aeroportos, etc.
Seguindo esta tendência a Febraban se compromete a rever a alocação de todos os caixas localizados em vias perigosas sempre que houver a necessidade, lembrando que esta medida não deverá prejudicar os clientes visto que o caixa deverá permanecer na mesma região, no entanto, mais segura.
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