Juros médios ao consumidor caíram para 4,50% em abril

De acordo com o Banco Central, depois de quatro meses consecutivos em alta, o spread bancário finalmente caiu em abril ficando em 3,49%

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SÃO PAULO – Os juros médios cobrados nos empréstimos de pessoa física caíram no mês de abril, passando de 4,61% ao mês de março para 4,50% em abril. Os números fazem parte do relatório do Banco Central publicado nesta quarta-feira (29/05), que acompanha as taxas de juros médias para as principais modalidades de financiamento para indivíduos e empresas.

Juros e spread caíram

Ao contrário do mês anterior, quando os juros caíram, mas o spread bancário das operações com pessoa física subiu. Já em abril tanto os juros médios cobrados nos empréstimos quanto os spreads caíram. Esta queda só foi possível devido à queda acentuada do custo dos financiamentos e um aumento, ainda que ligeiro, nos juros pagos pelas aplicações financeiras para pessoa física.

Enquanto os juros de empréstimos caíram 0,11 ponto percentual em abril, os juros pagos nas aplicações subiram de 1,42% em março para 1,44% em abril, uma alta de 0,02 ponto percentual.

O spread bancário mede a diferença entre as taxas médias que os bancos pagam pelo dinheiro que você aplica com eles, seja através de CDBs ou outros tipos de depósitos, e o quanto cobram nos seus financiamentos. Este é o primeiro mês desde dezembro em que o spread bancário para pessoas físicas cai. Depois de subir por quatro meses consecutivos, o spread bancário ficou em 3,63% em março, para então cair para 3,49% em abril.

Empréstimos pessoais ficam mais baratos

As operações com crédito pessoal registraram um aumento no volume de operações de 1,20% em abril, alcançando a marca de R$ 24,772 bilhões, ou o equivalente a 33% do total de financiamentos para pessoas físicas. Depois de cair em janeiro e fevereiro, e ficarem estáveis em março, os juros desta modalidade de financiamento caíram para 5,17% ao mês em abril.

Desde outubro de 2001 os juros nesta modalidade de financiamento caíram de 5,46% para os atuais 5,17%. Diante disto, muitos consumidores acabaram optando por esta modalidade de financiamento, em detrimento do cheque especial. Esta tendência se verifica ao compararmos a taxa de crescimento das operações de crédito pessoal entre outubro e abril, que ficou em 7,85% frente a uma alta de 1,382% nas operações com cheque especial.

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Financiamento de carro mais barato

A maior queda nos juros, dentre as modalidades de financiamento para pessoa física, ficou com as operações de compra de automóveis, cujos juros caíram de 2,89% em março para 2,66% em abril.

Apesar da forte queda os juros cobrados nos financiamentos de automóveis estão muito longe dos 0% apregoado por algumas montadoras, por isto é preciso cuidado na hora de contratar este tipo de financiamento, que em média tem duração muito mais longa que as demais modalidades discutidas acima.

Com R$ 26,624 bilhões esta é a maior modalidade de financiamento para pessoas físicas, respondendo por 22,56% do volume total emprestado. Ao que tudo indica a redução dos juros e fortes campanhas publicitárias têm surtido efeito, visto que depois de subirem 1,86% em março, o volume de empréstimos concedidos volta a crescer em abril, ainda que a uma taxa mais baixa de 1,63%.

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Juros do cheque especial sobem

Contrariando a tendência das demais modalidades de financiamento, os juros do cheque especial subiram, ainda que de forma modesta, no mês de abril, para 8,28% ao mês frente a 8,27% em março. Apesar do aumento dos juros, o volume de operações com cheque especial foi de R$ 9,336 bilhões, um crescimento de 3,58% frente ao registrado em março. Este crescimento foi o segundo maior entre as modalidades de financiamento para pessoa física, atrás apenas dos cartões de crédito, que cresceram 7,72% entre março e abril.