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Montadoras ampliam garantia para impulsionar vendas

Diante da queda de 24,7% nas vendas de carros no mês de maio, montadoras estudam estratégias para impulsionar vendas dos carros 0km

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SÃO PAULO – A maior instabilidade da economia brasileira, diante das incertezas quanto à sucessão presidencial, e a manutenção dos juros em patamares elevados contribuíram para a forte queda nas vendas de automóveis no mês de maio, já que aproximadamente 70% das vendas do setor são financiadas.

Preocupadas com a queda de 24,7% nas vendas de autos em maio em relação ao mesmo período em 2001, e de 12,9% em relação às vendas de abril, as montadoras buscam alternativas para atrair o consumidor. Como muitas já praticaram reduções nos juros cobrados nos financiamentos, restam poucas alternativas para atrair novos compradores.

Garantia mais longa

Uma das alternativas identificadas por algumas montadoras foi o aumento do prazo de garantia dos carros, que passaria de um ano para dois anos. Dentre as montadoras que já adotaram esta estratégia está a Mercedes Benz, que a partir de maio de 2002 passou a oferecer garantias mais longas para qualquer veículo comprado desde janeiro, sejam eles nacionais ou internacionais.

Já a Audi planeja oferecer garantias mais longas a partir de julho ou agosto, mas ainda não se definiu quanto ao fato se estas garantias serão retroativas ou não, como acontece com a Mercedes Benz. Através do aumento do prazo de garantia, a Audi espera aumentar suas receitas de oficina, pois para que o consumidor mantenha o direito à garantia é preciso fazer as revisões nas autorizadas da marca.

Volvo aposta no pós-venda

Algumas montadoras, como a BMW e a Volvo, já oferecem garantias mais longas desde o ano passado, sendo que na garantia da Volvo não existe limite de quilometragem, enquanto na BMW a garantia aumenta para seis anos no caso de corrosão.

Além de aumentar a garantia, a Volvo aposta na estratégia de pós-venda para garantir a fidelidade dos compradores, oferecendo um plano de assistência de 24 horas e um plano de manutenção gratuita, que tem duração de dois anos, mas está limitado para veículos cuja quilometragem não ultrapasse 40 mil quilômetros. A diferença entre a garantia e o plano de manutenção é que este último cobre itens como troca de óleo, discos de freio e pastilhas, tanto no que refere às peças como também aos custos de mão de obra. Vale lembrar que para todas as montadoras a garantia inclui apenas defeitos de fábrica e instalação.

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Toyota e Jaguar oferecem três anos de garantia

Se a maioria das montadoras aumentou o prazo das garantias de um para dois anos, algumas montadoras são ainda mais agressivas estendendo este prazo para três anos. Este é o caso, por exemplo, da Toyota e da Jaguar, sendo que no caso da Jaguar existe um limite de 48 mil quilômetros.

Já a Toyota não impõe limites de quilometragem, a não ser para carros comprados por taxistas, em que a quilometragem não pode ultrapassar 100 mil quilômetros. A empresa lembra que até agosto do ano passado, as garantias de três anos eram apenas oferecidas para os veículos de luxo, como o Lexus, desde então os prazos das garantias dos demais veículos também foram ampliados.

Montadoras oferecem extensão para carros nacionais

Já no caso dos carros nacionais, muitas montadoras estão optando por oferecer planos de extensão das garantias tradicionais por custos relativamente baixos. Uma das montadoras que aposta nesta estratégia é a alemã Volkswagen, que está investindo R$ 1 milhão em um campanha de relançamento dos seu plano de extensão de garantias, que foi lançado em 1998 e será re-lançado entre julho e agosto deste ano.

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Para se ter uma idéia de custos, a montadora afirma que o valor pago pela extensão de garantia de um Gol 1.0 é de R$ 255, desde que seja contratado no máximo até três meses depois da compra do veículo. Este valor sobe para R$ 279 entre o quarto e o décimo segundo mês após a compra do carro.

De maneira semelhante a montadora francesa Peugeot oferece para todos os seus modelos uma garantia extra que de um ano, que deve ser comprada até 30 dias a partir da compra do automóvel. Este pacote custa cerca de R$ 390 para o modelo 1.0 do Peugeot 206 de 16 válvulas. A montadora estima que cerca de 20% dos seus consumidores optam pela extensão.