Publicidade
SÃO PAULO – Nesta segunda-feira, dia 15, o Banco Central divulgou os resultados da pesquisa sobre os dez piores bancos para o mês de junho. O levantamento começou a ser feito desde o último dia 15 de janeiro e inclui, além dos nomes dos dez piores bancos, as piores administradoras de consórcios com relação à qualidade e agilidade do atendimento ao cliente. As divulgações são feitas mensalmente, todo dia 15, e estarão disponíveis na internet através do site do Banco Central.
Reclamações diminuíram
Na lista dos dez piores bancos publicada pelo Banco Central, a primeira colocação ficou, novamente, com o BRB (Banco de Brasília), com um índice de reclamação por cliente de 3,92%. Apesar de ainda liderar o ranking de reclamações, o BRB conseguiu reduzir o seu índice de reclamação pela metade, passando de 8,10% em abril para os atuais 3,92% de junho.
A segunda posição, que no mês passado havia ficado com o Santander, em junho foi ocupada pelo HSBC. Apesar de ter apresentado uma melhora no índice de reclamação que caiu de 2,21% em maio para 2,12% em junho, o HSBC acabou passando do quarto lugar na pesquisa para a segunda colocação.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Em seguida, na terceira colocação, ficou o Santander, que assim como o BRB também apresentou uma melhora significativa no índice de reclamações entre os meses de abril e junho. O banco espanhol havia ficado com a segunda colocação nas pesquisas anteriores, mas desde abril o índice de reclamação caiu de 4,18% para os 2,10% de junho.
Já o ABN Amro melhorou a qualidade dos serviços passando do terceiro para o quarto lugar, graças a uma redução do índice de reclamação de 2,78% em maio para 1,71% em junho. Em seguida ficou o Unibanco, que manteve o quinto lugar com 1,28% de reclamações, uma queda dos 1,43% registrados em maio.
Em seguida ficaram Banco do Brasil, cujo índice de reclamações caiu de 1,17% para 1,03%, o Bradesco que passou de 1,08% para 0,94%, a Caixa que passou de 0,91% para 0,88%, o Itaú que caiu de 0,96% para 0,85% e Banco do Rio Grande do Sul que caiu de 1,28% para 0,81%.
Continua depois da publicidade
BC não tem autoridade para punir
Apesar de funcionar como uma forma de fiscalização, os bancos que aparecerem na lista não serão punidos visto que a legislação não permite tal autoridade ao BC. Desta forma, no caso de ocorrências mais graves, o BC abrirá somente um processo administrativo contra os bancos, procedimento que deve durar cerca de seis meses.
Ainda não foram divulgados os dados sobre as principais reclamações feitas pelos correntistas, mas é provável que o primeiro lugar no ranking continue com a demora nas filas, item que ficou em primeiro lugar desde que o BC começou a divulgar este ranking. Em maio a demora nas filas foi responsável por 13,46% das reclamações dos correntistas.