Plano de saúde: na hora de mudar é preciso cuidado e atenção

Antes de optar pela mudança analise com cuidado a relação custo-benefício e os novos prazos de carência

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SÃO PAULO – Quem já não pensou pelo menos uma vez em mudar de plano de saúde? Problemas com cobertura, recebimento de reembolso e até mesmo atendimento na rede credenciada são apenas alguns dos muitos problemas enfrentados pelos consumidores.

A qualidade dos serviços oferecidos pela maioria das operadoras é tão ruim que em alguns casos restam poucas alternativas ao consumidor além da mudança de plano. Nestas horas como em tudo na vida é preciso ter calma, para não acabar tomando decisões precipitadas.

Cuidado com o bolso

A primeira coisa a fazer é analisar com muito cuidado se realmente vale a pena mudar para um outro plano. Só mude se realmente acreditar que terá um atendimento melhor a custos atrativos. Muitos consumidores optam por mudar para novos planos de saúde sem checar a relação custo-benefício desta troca.

Se você está satisfeito com o seu plano, mas está considerando a mudança porque os custos são muito elevados, pense duas vezes. Verifique se não existe espaço para cortar algum gasto supérfluo no seu orçamento e continuar pagando o seu plano. Às vezes um plano muito mais em conta significa uma cobertura muito mais restrita, o que pode acabar não compensando se você usar o plano freqüentemente.

Da mesma forma, a mudança para um plano mais caro pode acabar comprometendo demais seu orçamento no futuro, por isso analise bem se os benefícios ou coberturas adicionais valem realmente a pena. Para quem não precisa ir freqüentemente ao médico, pagar muito mais por uma cobertura adicional pode não valer a pena. Não se esqueça que a cada mudança de faixa etária as operadoras podem aumentar as prestações do seu plano. Isto significa que você pode acabar não tendo como arcar com os custos do seu plano justamente quando precisar mais, isto é, quando estiver mais velho.

Quando o barato sae caro

Depois de analisar o preço e cobertura dos vários planos existentes no mercado e escolher o que mais lhe interessa aproveite para consultar um corretor de confiança para checar a veracidade das informações prestadas pelas operadoras. A recomendação da Fundação Procon-SP é de o consumidor desconfie dos planos cujos preços estão muito abaixo daquele cobrado pelo resto do mercado.

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Se você conhecer alguém que tenha o plano em questão pergunte sobre a qualidade dos serviços oferecidos, da cobertura, rede credenciada, etc. Caso não conheça ninguém uma opção é checar a reputação da operadora junto aos órgãos de defesa do consumidor e até mesmo na própria ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Ambos oferecem serviços de atendimento ao consumidor onde registram as reclamações sobre operadoras, e esta informação pode ser valiosa para a sua decisão.

Carência também é importante

Outra variável que deve ser considerada na hora de decidir ou não pela mudança para um novo plano de saúde é a carência do novo plano. Isto porque se você estiver no meio de um tratamento talvez seja forçado a interrompê-lo ao mudar de plano. Lembre-se que na mudança a nova operadora pode obrigá-lo a cumprir novamente os prazos de carência mínimos, dificultando a cobertura de tratamentos especializados. Caso você tenha sido forçado a mudar de plano devido à falência da operadora é importante saber que a legislação obriga a nova operadora que assumir o seu plano a não exigir o cumprimento de novas carências.

Para o consumidor que precisar esclarecer dúvidas específicas o melhor é entrar em contato com alguma das entidades de defesa do consumidor, como o Procon e Idec, ou a própria ANS através do Disque ANS (0800 701-9656), cujo atendimento é oferecido gratuitamente entre segunda à sexta-feira, das 8 às 17 horas.
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