Investir em imóveis para locação rendeu mais do que poupança

Locação teve valorização média mensal de 0,8% e aplicação rendeu média de 0,6%. Demanda aquecida é motivo

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SÃO PAULO – Investir em imóveis para locação rendeu, neste ano, mais do que a poupança. A título de comparação, enquanto a locação teve rentabilidade de 0,8%, a poupança rendeu algo em torno de 0,6%, na média dos meses de 2007. Segundo informações divulgadas pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo), a valorização das locações foi resultado da baixa oferta e da alta procura.

“Com a escassez de imóvel, a rentabilidade medida pela relação preço de locação versus valor do imóvel subiu. Trata-se de taxa atrativa porque equivale à rentabilidade anual superior a 10%”, explicou a entidade no documento de divulgação do estudo. Enquanto estima-se uma inflação em torno dos 4% para este ano, a pesquisa de locação residencial registra aumento do aluguel em torno de 7%, o que garante uma remuneração real de quase 3%, excluída a inflação.

Números do setor

Comprovando que a demanda está aquecida, o Secovi-SP detalhou que o IVL (Índice de Velocidade de Locação) – que registra o número médio de dias necessários para o imóvel estar locado – aponta melhor desempenho das casas, com 10,7 dias, em relação aos apartamentos – 17 dias. Na média, o giro é de 12,3 dias. Considerou-se, nesse caso, unidades habitacionais novas ou muito bem conservadas.

Oportunidade com segurança!

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), há cerca de oito milhões de contratos de locação no País, sendo 6,4 milhões na área habitacional. Cerca de 21,6% das moradias localizadas na cidade de São Paulo estão enquadradas nesse perfil.

De acordo com a Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), brasileiros desembolsarão, no acumulado do ano, R$ 170 bilhões com o pagamento do aluguel. Isso deve ser quase dez vezes mais do que o total de dinheiro liberado pelos bancos para o financiamento imobiliário.

Garantia do contrato

Por fim, o sindicato detalhou que o fiador ainda lidera a garantia dos contratos, com participação média de 49,2%. O depósito representa 35,1%, e o seguro-fiança, modalidade recente, fica com uma fatia de 15,7%.