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SÃO PAULO – Os juros médios cobrados nos empréstimos para pessoa física registraram uma ligeira retração no mês de setembro, passando de 4,79% ao mês de agosto para 4,76%. Os números fazem parte do relatório do Banco Central publicado nesta terça-feira (29/10), que acompanha as taxas de juros médias para as principais modalidades de financiamento para indivíduos e empresas.
Spread praticamente estável
Depois de atingir seu nível mais baixo desde julho do ano passado no mês de junho de 2002, o spread bancário subiu desde então. O aumento do spread bancário só não foi maior porque os juros cobrados nas operações de crédito recuaram em setembro, mas este recuo não foi suficiente para compensar a queda dos juros pagos nas aplicações financeiras para pessoa física, isto é, no custo de captação dos bancos.
Enquanto os juros de empréstimos caíram 0,03 ponto percentual em setembro, os juros pagos nas aplicações caíram de 1,86% em agosto para 1,82% em setembro, uma queda de 0,04 ponto percentual. Desta forma, o spread bancário subiu de 3,46% em agosto para 3,47% em setembro, um aumento de 0,01 ponto percentual.
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Contudo, o aumento no spread de setembro foi bem menos acentuado do que os registrados nos meses de julho e agosto, quando o spread subiu 0,15 e 0,07 ponto percentual, respectivamente. Para quem não está familiarizado com o termo, o spread bancário mede a diferença entre as taxas médias que os bancos pagam pelo dinheiro que você aplica com eles, seja através de CDBs ou outros tipos de depósitos, e o quanto cobram nos seus financiamentos.
Juros de crédito especial sobem
Depois de registrar um crescimento de 0,38% no mês de agosto, o volume de operações com crédito pessoal voltou a subir em setembro, ainda que de forma modesta (0,50%) atingindo um volume de operações de R$ 25,322 bilhões, ou o equivalente a 33% do total de financiamentos para pessoas físicas.
Mantendo a tendência já registrada no mês de agosto, os juros médios cobrados neste tipo de financiamento voltaram a subir. Em setembro, os juros dos empréstimos pessoais subiram 0,08 ponto percentual para 5,28% ao mês.
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Juros do cheque especial sobem pouco
Depois de ensaiarem um recuo em agosto, os juros do cheque especial voltaram a subir em setembro, ainda que de forma bastante modesta. Os juros cobrados passaram de 8,22% ao mês em agosto para 8,23% em setembro.
Dentre as modalidades de financiamento para pessoas físicas acompanhadas pelo Banco Central, a de cheque especial registrou uma das menores taxas de crescimento, com um aumento do volume total de operações de apenas 1,28%, frente a 7,26% das operações de cartão de crédito. Apesar do forte crescimento, as operações com cartão de crédito ainda respondem por apenas 6,13% do volume total de créditos para pessoa física, com R$ 4,672 bilhões. Isto equivale a pouco mais da metade do volume de operações com cheque especial, que é de R$ 9,144 bilhões, ou o equivalente a 12% do total de financiamentos para pessoas físicas.
Financiamento de carro mais barato
Contrariando a tendência de alta nos juros do crédito especial, os juros cobrados nos financiamentos de compra de automóveis voltaram a cair em setembro, desta vez de forma ainda mais acentuada, com um recuo de 0,15 ponto percentual atingindo o patamar de 3,28% ao mês. Esta queda sugere um ligeiro ajuste, depois do forte aumento registrado no mês de julho, quando os juros subiram 0,45 ponto percentual, nível mais alto atingido pelos juros desde junho de 2000, período mais antigo que o BC disponibiliza estes dados.
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Com R$ 26,994 bilhões, esta é a maior modalidade de financiamento para pessoas físicas, respondendo por 35,42% do volume total emprestado. Depois do forte recuo registrado em julho, quando o volume de crédito caiu 1,09%, este foi o segundo mês consecutivo em que o total de financiamentos para compra de carros aumentou. Depois de subir 0,19% em agosto, o volume de financiamentos de veículos aumentou 0,09% em setembro.