Franquias devem crescer 10% em 2003, diz ABF

Nova diretoria eleita pretende investir na modernização do setor e melhora do relacionamento entre franqueados e franqueadores

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SÃO PAULO – Depois de crescer algo em torno de 7% em 2002, o setor de franquia deve manter a tendência de expansão no próximo ano, crescendo cerca de 10%. A afirmação é da própria ABF (Associação Brasileira de Franchising)>

Modernização do setor

Nesta semana a ABF elegeu uma nova diretoria, que colocou entre suas prioridades a modernização do setor, na tentativa de aumentar sua eficiência e lucratividade, tanto para franqueadores como para franqueados.

Em 2002, a expectativa é de que o setor feche o ano com um faturamento de cerca R$ 22,5 bilhões gerando o equivalente a 500 mil empregos diretos e indiretos, para um total de 55 mil unidades de franquias instaladas no país. No próximo ano a expectativa seria de alcançar um faturamento de R$ 25 bilhões.

Metas da nova diretoria

A nova diretoria da ABF deve tomar posse no início do próximo ano, devendo contar com alguns nomes de peso entre o empresariado nacional, como por exemplo: Artur Grynbaun (do Boticário) é o vice-presidente; Ricardo Camargo (McDonald´s), diretor administrativo-financeiro; Robinson Shiba (China in Box), diretor de comunicação e marketing; Sérgio Milano Benclowicz (Livraria Nobel), diretor de expansão e Jaime Baez Arias (Yazigi), diretor de franqueados.

Dentre as iniciativas da nova diretoria está a melhora da qualidade do serviço de atendimento prestado aos novos empresários, através da criação de departamentos específicos para cada segmento de atuação das franquias.

Outro problema que os novos diretores pretendem resolver é o conflito entre franqueados e franqueadores, de forma a evitar que mal-entendidos entre as partes acabem prejudicando os negócios. Para tanto, a ABF pretende profissionalizar a comissão de ética da ABF, que é responsável pelo relacionamento entre estas partes.

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Otimismo para 2003

Apesar de estimar um crescimento de 10% para 2003, alguns diretores da ABF, como é o caso do diretor de comunicação e marketing da ABF, Robinson Shiba, estão ainda mais otimistas.

Para Shiba, como o próximo ano deve ser um ano de transição e, de certa forma incerteza, é provável que a procura pela abertura de novos negócios aumente. Dentro deste contexto, a procura por franquia pode ser ainda maior, visto que o risco envolvido na franquia é bem menor do que o de abrir um negócio sozinho. Segundo dados da ABF, passados cinco anos a taxa de mortalidade média dos negócios próprios é de 45%, enquanto entre as franquias ela cai para apenas 5%.