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Vendas de seguros de vida devem ultrapassar as de automóvel em 2003

Se a tendência de crescimento de 2002 se mantiver em 2003, seguros de vida devem se tornar maior ramo de seguros do país

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SÃO PAULO – Desde março deste ano, quando foram lançados no mercado os VGBLs (Vida Gerador de Benefício Livre), as vendas de seguros de vida têm registrando forte crescimento. Apesar de serem estruturados como planos de previdência, os VGBLs são classificados como seguros de vida pela Susep (Superintendência de Seguros Privados).

Exatamente por isto, o setor já aposta que em 2003, as vendas de seguros de vida, que devem se beneficiar do lançamento dos novos VGBLs Conjugados, devem superar as de seguros de automóveis. Atualmente, os seguros de automóveis são a principal modalidade de seguro do país, respondendo por cerca de 34% das receitas do setor.

Crescimento em 2003 deve ser alto

No acumulado dos primeiros nove meses do ano, o segmento de seguros de vida registrou crescimento de 48,5%, o maior dentre todas as categorias de seguros analisadas pela Susep. Com isto as receitas com seguros de vida ficaram em R$ 4,750 bilhões, respondendo por cerca de 26% das receitas totais do setor, e bem atrás dos seguros de automóveis.

Em contrapartida, a taxa de crescimento dos seguros de automóveis tem sido cada vez menor, e apesar de acumularem nos nove meses de 2002 receitas de R$ 6,116 bilhões, a expansão foi de apenas 2,3% em relação ao mesmo período em 2001.

Desta forma, se projetarmos uma expansão dos seguros de vida de 40% para os primeiros nove meses de 2003, as receitas com seguros de vida subiriam para R$ 6,650 bilhões. Por sua vez, mesmo triplicando o crescimento dos seguros de vida para 7%, as receitas neste mesmo período seriam de R$ 6,544 bilhões, ligeiramente abaixo, portanto da receita dos seguros de vida.

Lançamento de VGBL Conjugado deve contribuir

Para que estas previsões se confirmem os VGBLs precisam continuar registrando um forte crescimento de vendas, como tem acontecido em 2002. Apesar do sucesso de vendas dos VGBLs, muitas empresas, notadamente as seguradoras que não contam com distribuição bancária, acabaram optando por não vender o produto alegando que os VGBLs não são atrativos para distribuição através de corretores.

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Buscando contornar esta situação, e atrair um número maior de empresas para a venda dos VGBLs, a Susep já confirmou que pretende lançar em 2003 um novo tipo de VGBL Conjugado, que conjugaria em um único contrato a opção de contratação de renda previdenciária e seguro para morte e invalidez. Como incluem mais coberturas de risco estes produtos devem ter taxas mais altas do que as atualmente cobradas nos VGBLs e carência maior (de um ano) o que deve permitir a venda através de corretores, atraindo novas empresas para o mercado.

Em contrapartida, o crescimento do setor de seguros de automóveis depende do desempenho das vendas de carros novos, que em 2002 não foi bom. Apesar dos incentivos através da redução do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) a alta do dólar encareceu o custo de produção dos carros forçando as montadoras a aumentar os preços. Além disto, o aumento dos juros ao consumidor dificultou as vendas financiadas, que respondem pela maior parte das vendas de carros zero km.