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SÃO PAULO – Ao que tudo indica as constantes reclamações dos consumidores com relação à prestação de serviços de telefonia fixa já esgotou a paciência dos Procons espalhados pelo país, que agora reivindicam, através do Fórum Nacional dos Procons, que seja feita uma reforma urgente no sistema de telefonia fixa do país.
O secretário-executivo do Fórum, Archimedes Pedreira Franco, entrega na próxima terça-feira, dia 03/12, à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) um documento oficializando o pedido dos Procons. Na opinião dele, os direitos do consumidor estão sendo claramente feridos e algo deve ser feito para que a situação seja melhorada.
Discriminação de pulsos e 0300 são temas de discussão
Dentre as exigências que serão enviadas a Anatel, está a melhoria da maneira com que os pulsos das ligações são cobrados. No atual modelo de cobrança, o consumidor não consegue identificar seus principais gastos, uma vez que a fatura só detalha ligações interurbanas ou para telefones móveis. Franco ressalta ainda que existe a possibilidade de o consumidor estar sendo cobrado por um pulso a mais, pagando mais caro pela ligação.
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A questão da mudança dos serviços 0800 para 0300 também está sendo encaminhada a Anatel. Este serviço, que aos poucos vem substituindo as centrais de atendimento gratuitas 0800, foi trocado de forma unilateral, isto é, sem que o consumidor tivesse opção de escolha.
Ao ligar para uma central 0300 o consumidor é obrigado a pagar pela chamada. Para piorar ainda mais a situação, além de ter que pagar para conseguir uma informação, ainda tem que ficar na linha ouvindo músicas de espera tornando a ligação muito mais cara.
Auto-medicação também será abordada
O secretário-executivo revelou ainda que irá cobrar uma postura mais severa do Conselho Nacional de Regulamentação de Propaganda (Conar) com relação às propagandas enganosas, com destaque para os medicamentos milagrosos.
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Ele acredita que estas propagandas induzem o telespectador à auto-medicação, visto que não há a advertência orientando o consumidor a procurar um médico caso os sintomas não desapareçam. Da maneira como são veiculadas, estas propagandas atraem pelas promessas de tratamento rápido, colocando a saúde do consumidor em risco.