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SÃO PAULO – Diante do forte aumento dos combustíveis nos últimos meses, muitos motoristas já estudam a possibilidade de converter seus carros a gasolina para álcool ou gás como forma de economizar no gasto com combustíveis.
Os motoristas interessados neste tipo de conversão podem acabar recebendo um incentivo a mais caso o projeto de autoria do deputado Jacques Wagner (PT-BA) seja aprovado. Contudo, o projeto prevê incentivos somente aos proprietários de carros a gasolina que optarem pela conversão para gás natural veicular (GNV) ou biomassa.
O projeto, que já foi aprovado pela Comissão de Minas e Energia, precisa ser analisado pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Redação antes de ir ao plenário para votação na Câmara.
Até sete anos de idade
De acordo com informações da Agência Câmara, o projeto estabelece que os benefícios serão concedidos para os carros de passeio, os táxis ou transporte escolar, desde que o veículo não tenha mais do que sete anos de fabricação.
Também deverão ser beneficiados os revendedores varejistas de GNV, assim como as concessionárias de transporte urbano e de carga, sendo que estas duas últimas categorias acabaram sendo incluídas através de emenda ao projeto por parte do relator deputado Dr. Heleno (PSDB-RJ). A intenção do projeto é diminuir o consumo de óleo diesel e gasolina, e conseqüentemente, as importações de petróleo.
Benefícios variam de acordo com veículo
Através dos benefícios os interessados na conversão poderão ter desde condições de financiamento facilitadas como incentivos fiscais. Os benefícios devem variar de acordo com o tipo de veículo, como discutido abaixo:
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- Veículos comuns: limite de financiamento da conversão aumenta em 10% e, quando financiada, a taxa de juros da operação reduz-se em 15%, com o pagamento parcelado em até seis meses;
- Veículos de transporte de passageiros: se beneficiam de uma redução de 50% nos juros do financiamento da conversão, sendo que o pagamento pode ser parcelado em 18 vezes;
- Postos revendedores de petróleo e álcool: interessados em investir no varejo de GNV poderão ampliar em 20% os limites de financiamento para instalação de bombas ou dos próprios postos, sendo que as taxas de juros do financiamento são 25% menores e o parcelamento é de até 24 meses.
Segundo o autor do projeto, além de reduzir o uso de combustíveis não renováveis, o projeto tem objetivo sócio-ambiental, já que o GNV é menos poluente. Os recursos para os financiamentos devem ser obtidos junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que deve destinar 1% do seu orçamento para este fim.
Menos poluente e mais barato
Para o consumidor, o GNV é um combustível ao mesmo tempo mais econômico e menos poluente. Com apenas um metro cúbico de gás você consegue rodar até 20 km com o carro.
Desta forma, o Centro de Avaliação Técnica Automotiva, órgão credenciado pelo Inmetro, estima que um carro 1.0 que usar um cilindro de 15 m³ conseguirá rodar 300 km por um custo de apenas R$ 10,95. Em contrapartida, para a mesma quilometragem, um carro à gasolina iria precisar de cerca de 22 litros, o que custaria ao redor de R$ 33, três vezes mais do que carro GNV.
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Estas vantagens têm sido mais do que suficientes para impulsionar o mercado de carros a GNV, que em 1998 contava com apenas 20 mil veículos, número que subiu para 375 mil em agosto deste ano. Com isto, o Brasil tem hoje a segunda maior frota do mundo de carros GNV, superado apenas pela Argentina. O setor acredita quem em 2005 o número de carros GNV em circulação no país chegue a um milhão.