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SÃO PAULO – O Procon-SP divulgou nesta segunda-feira (17/12) os resultados da pesquisa sobre as taxas de juros bancárias referentes ao início do mês de dezembro. O período de coleta dos dados foi de 05 e 06 de dezembro.
No total treze instituições financeiras fizeram parte da pesquisa: Banco Bilbao Viscaya Brasil-BBV, Banco do Brasil, Banespa, BCN, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Mercantil de São Paulo, Nossa Caixa Nosso Banco, Real, Santander e Unibanco.
De maneira geral os juros aumentaram em decorrência da elevação da taxa básica da economia, a Selic, no final de novembro. A taxa que estava em 21% ao ano desde 14 de outubro voltou a subir para 22% ao ano na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o que acabou refletindo no custo das operações de crédito ao consumidor.
Juros do empréstimo pessoal voltam a subir
Pelo terceiro mês consecutivo, os juros médios dos empréstimos pessoais voltaram a subir. Desta vez, passando de 5,87% ao mês em novembro para 5,93% em dezembro, um aumento de 0,06 ponto percentual. A pesquisa avaliou as taxas cobradas nos empréstimos pessoais com prazo de contrato de até 12 meses e nos cheques especiais num período de 30 dias. Os dados levantados pelo Procon só levaram em consideração as taxas máximas pré-fixadas cobradas dos clientes (pessoa física) não preferenciais.
Dentre os bancos analisados, três dos treze bancos optaram por aumentar os juros cobrados nos empréstimos pessoais, sendo que os três maiores aumentos ficaram com BBV, Caixa e HSBC. O BBV aumentou os juros em 0,40 ponto percentual, de 4,80% para 5,20% ao mês, em seguida ficou a Caixa, com um aumento de 0,29 p.p. para 5,99% ao mês e finalmente o HSBC, cujos juros subiram 0,20 p.p. para 5.90% ao mês.
Os demais bancos mantiveram suas taxas inalteradas, sendo que, no caso do Itaú, o banco continua cobrando a maior taxa do mercado de 6,95%. Em contrapartida, a Nossa Caixa segue oferecendo a melhor taxa, cobrando apenas 3,95% pelo mesmo tipo de financiamento.
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Cheque especial fica mais barato
Contrariando a tendência dos juros dos empréstimos pessoais, o levantamento da Fundação Procon-SP apontou um leve recuo de 0,10 ponto percentual nos juros cobrados nos cheques especiais, que caíram para 8,85% ao mês, o primeiro recuo registrado no semestre, já que entre maio e outubro a taxa havia ficado estável em 8,85%.
Segundo o levantamento, a queda nos juros se deve à forte redução praticada pelo BBV, cujas taxas do cheque especial caíram 0,59 p.p. para 7,40% ao mês, de forma que o banco agora oferece a taxa mais baixa entre as 13 instituições analisadas.
Por sua vez, o BCN manteve os juros em 9,80%, mas ainda assim oferece a taxa mais alta entre as instituições analisadas. Já a Caixa optou por aumentar os juros do cheque especial, que subiram de 8,70% para 9% ao mês. Finalmente, o HSBC também aumentou as taxas do cheque especial de 8,60% para 8,8% ao mês. Já a Nossa Caixa, que até o mês passado oferecia as taxas mais baixas do mercado, manteve os juros do cheque especial em 7,95% ao mês.
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Juros devem permanecer elevados
Apesar da inflação dar os primeiros sinais de que pode estar recuando, os índices de novembro acabaram ficando muito acima do esperado pelo mercado, de forma que a maioria dos analistas acredita que o Copom pode optar por um novo aumento dos juros em sua reunião nesta semana.
As projeções dão conta de um aumento da ordem de 2%, de forma que a taxa subiria para 24% ao ano, e o impacto dos juros mensais seria de 0,165%. Desta forma, apesar do maior otimismo com relação ao anúncio do ministério do novo governo, é provável que os juros permaneçam elevados pelo menos no primeiro trimestre do próximo ano.
Ainda que a taxa básica da economia venha a ser reduzida antes do que se imagina, o mais provável é que o repasse para o consumidor só aconteça uma vez que o cenário político-econômico esteja mais claro, o que ainda pode demorar, pois depende de medidas concretas do novo governo.